O Segredo do Anel – O legado de Maria Madalena

(Sandro Botticelli - A Primavera, 1478)
Não consegui parar de ler até acabar. E queria mais. Retiro o que disse quando escrevi que este livro seguia a onda de O Código da Vinci. Kathleen McGowan, a autora, surpreende do começo ao fim com sua história envolvente e mais ainda no posfácio – dá pra debater e muito seu livro e suas visões.
A história é sobre uma escritora e jornalista – Maureen (seria a própria autora?) – que busca outros pontos de vista sobre histórias que conhecemos há tempos. Maria Antonieta, rainha da França que tem como estigma a famosa frase “se não têm pão, que comam brioches”; Joana D’Arc, um símbolo cristão, vistas de outra maneira, dentre várias outras mulheres citadas – o que inclui principalmente Maria Madalena, que acaba por tomar conta de todo o livro –, elas têm suas histórias recontadas pela protagonista.
O mais interessante é quando ela diz: “A história não é o que aconteceu. A história é o que foi escrito”. Realmente, a mulher conseguiu se igualar em direitos ao homem há pouco tempo (se é que chegamos definitivamente mesmo a este patamar). Analisando tudo que conhecemos e sabemos, a sociedade sempre foi machista e durante muitos séculos teve a mulher como ser inferior. Ou seja, contaram as histórias que conhecemos quem podia contá-las: homens, a elite, quem podia comandar a massa. Não digo que sejam pessoas más, mas estes oferecem apenas um ponto de vista para histórias que sempre têm vencedores e perdedores ou ainda grandes companheiros – de igual para igual.
E é aí que o livro fica melhor ainda: Madalena não é uma prostituta como conhecemos na bíblia, mas uma mulher que se casou e teve filhos de Jesus. Os apóstolos não são exatamente como conhecemos: Judas não foi um traidor. João Batista, primo de Jesus, também se intitulou o escolhido – tudo muito mais politicagem do que poderíamos acreditar.
O livro faz grandes revelações e se diz ficção, mas eu não duvido que seja uma história real. A mesma história sendo contada por outro ângulo. Talvez mais sincero, talvez menos preconceituoso. Como saberemos?
A decisão de acreditar ou não é sua, mas a leitura vale cada linha.
E se for ler, tenha as obras de Boticelli e de da Vinci à mão. É melhor ainda para ilustrar seus pensamentos e seus credos, enquanto devora o livro.
“Y gwir erbyn y byd” (traduzido do galês: “A verdade contra o mundo”)
Boadicea – rainha-guerreira celta do século I
Boadicea – rainha-guerreira celta do século I
Marcadores: Literatura para leitura



3 Comentários:
Realmente quando comecei a ler esse livro pensei em compará-lo ao Código da Vince, são realmente diferentes, mas não achei esse livro tão bom. Quando estava no meio di livro é que a história ficou boa! e tem um final péssimo... fica incompleto!
Esse livro é realmente muito bom, pende a altenção do leitor, e faz com que a gente fique querendo mais e mais... só não gostei do final... esperava mais coisas. A história termina fica um vazio, pelo menos foi essa a sensação que tive...
olá, procuirando uma imagem para coloar no meu blog, sobre este livro vi seu comentário.
excelente.
pensmos quase igual sobre ele.
interessante quye este ano li vários livros sobre isso
abs
lilly
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