Blog da Gabi ;)

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Emoório Biergarten: Cultivando Prazeres

17.8.09

Numa cabana com papai

Eu terminei de ler o livro A Cabana em abril, pouco antes de perder minha irmã num acidente de carro. Parece que realmente Deus escreve certo por linhas tortas e que já estava escrito que ele seria um ponto de apoio pra mim.

Foi emocionante ler a história que se apresenta como verídica (eu acredito que seja!) de um pai que perdeu sua filha enquanto eles estavam acampando. A família reunida nas montanhas, dois dos três irmãos tiveram problemas na canoa em que estavam. Enquanto o pai foi socorrer estes dois, um maníaco sequestrou sua caçula, que estava desenhando ali perto.

Depois de muito procurarem por ela e de quatro anos passados, ele recebe um bilhete, um convite para se encontrar com Deus, na mesma cabana onde tudo havia acontecido. Sem contar para ninguém da família (ainda muito abalada e bastante desestruturada), com uma depressão ainda mal interpretada, ele resolve ir a este encontro para tirar a limpo a brincadeira de mau-gosto. E se surpreende com o que encontra.

Em um mundo tão cruel e injusto, A cabana levanta um questionamento atemporal: Se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento? A história é contada por um amigo, William P. Young, e este autor afirma que ela é real e pede ao leitor para não ir adiante quando for contar a história, para deixar a surpresa para cada um que tiver o livro em mãos.

É emocionante! Chorei muito ao lê-lo. E ao mesmo tempo, é reconfortante — ainda mais depois de termos passado por tudo que passamos há pouco tempo. O livro foi muito importante para minha mãe também. E mesmo que você não tenha perdido ninguém querido de forma trágica, leia! Você vai enxergar muitas coisas de outra forma, depois de lê-lo.

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Emoório Biergarten: Cultivando Prazeres

13.8.09

Livro: A Mulher que escreveu a Bíblia

Ótima leitura! Com um humor negro implacável e engraçadíssimo. Eu já havia ouvido comentários sobre a forma que Moacir Scliar escreve e realmente: ele é inteligente! Tem boas tiradas e é muito sutil nos comentários impagáveis da protagonista da história, que é extremamente maliciosa e adora falar de sexo. Ele é tão bom que ganhou o Prêmio Jabuti, em 2000, com este livro. Gaúcho, médico e escritor, Scliar me conquistou! Vou ler seus outros livros, com certeza!

A sinopse deste livro: Ajudada por um ex-historiador que se converteu em "terapeuta de vidas passadas", uma mulher de hoje descobre que no século X antes de Cristo foi uma das setecentas esposas do rei Salomão — a mais feia de todas, mas a única capaz de ler e escrever. Encantado com essa habilidade inusitada (além de ela ser inteligente, sarcástica e desbocada), o soberano a encarrega de escrever a história da humanidade — e, em particular, a do povo judeu —, tarefa a que uma junta de escribas se dedica há anos sem sucesso. Com uma linguagem que transita entre a elevada dicção bíblica e o mais baixo calão, a anônima redatora conta sua trajetória, desde o tempo em que não passava de uma personagem anônima, filha de um chefe tribal obscuro. Moacyr Scliar recria o cotidiano da corte de Salomão e oferece novas versões de célebres episódios bíblicos. Em sua narrativa, repleta de malícia e irreverência, a sátira e a aventura são matizadas pela profunda simpatia do autor pelos excluídos de todas as épocas e lugares.

Você não consegue parar de ler! Prepare-se para rir muito, com inteligência!

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