Blog da Gabi ;)

Divagações, citações, fotos, livros e viagens.
Amigos, família, planos, projetos, música.
Opinião, conversa pra jogar fora, vontade de escrever.

Emoório Biergarten: Cultivando Prazeres

30.4.08

Sabedoria popular — e certa

"Viver de acordo com as expectativas dos outros é suicídio."
(Anônimo)

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Emoório Biergarten: Cultivando Prazeres

23.4.08

Um cartão postal de Anne Frank

Novidades de uma história antiga.

O diretor de uma escola holandesa encontrou um cartão de Natal assinado por Anne Frank. O anúncio da descoberta foi feito nesta quarta-feira, pela Fundação Anne Frank, em Amsterdam.

O cartão havia sido enviado de Aachen, no oeste da Alemanha, onde a jovem vivia em 1937. Ele era enderaçado a uma de suas amigas, Sanne Ledermann. O texto no cartão diz Viel Glück im neuen Jahr — "muita sorte no Ano Novo".

Leia a íntegra aqui.

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Mussarela ou muçarela?

Eu falo: bar sempre é cultura.

Ontem, em mais uma dessas discussões "acirradas" no balcão do Cervejarium, começamos a nos questionar sobre as dificuldades de se falar e escrever corretamente a língua portuguesa.

Tudo começou porque as figurinhas carimbadas que encontramos sempre no começo da semana no bar — dois estudantes/ pesquisadores profissionais da USP
estavam ali, entre uma cerveja e outra, fazendo uma pequena arte na lousa para a divulgação das novidades do cardápio.

Ele escreveu pulenta. Eu tive que corrigir (esse meu mau hábito já me pregou algumas peças...): "É pOlenta. Com O". E então ele, depois de corrigir seu erro, me contou sobre o costume de ler muitos textos em inglês (por causa de suas pesquisas) e que, muitas vezes, enxerga erros em textos em inglês que não consegue detectar nos textos do nosso querido português.

E então veio a pérola. Uma dica importantíssima e que eu A M E I : para escrever os seus textos científicos e não correr riscos de escrever palavras erroneamente como, por exemplo, "íons carregadamente de energia" (sei lá! Algo assim), ele tem uma "arma secreta".

Carregadamente não existe. Pensando com calma, dá realmente pra perceber que a palavra é estranha. Mas, e mussarela? Ou muçarela? Ou muzarela? Como você acha que se escreve corretamente?

E agora, vou mostrar a pérola VOLP - Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa que ele me apresentou. Note bem: não é dicionário. É vocabulário. Feito e atualizado a cada dois anos pela Academia Brasileira de Letras. Um charme!

Vai me dizer que você conhecia?
Bem... Eu não. E AMEI a dica. E também foi lá que eu realmente descobri que muçarela é com Ç ou com Z
muzarela. Porque vem do italiano mozarela.

Realmente, o português é complexo. Mas é LINDO! E quando acontecem descobertas como essa pra mim, sobre a língua, eu fico mais apaixonada ainda por ela!

Ai, ai...

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Serviço de utilidade pública

Pra quem não sabe, é bom saber:


Agora em São Paulo é assim: 30% do ICMS recolhido pelo estabelecimento comercial será devolvido ao consumidor. Isso vai reduzir a carga tributária individual dos cidadãos. O Governo do Estado de São Paulo instituiu a lei que criou o Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal e implantou o projeto da Nota Fiscal Paulista desde 1° de outubro 2007.
O projeto da Nota Fiscal Paulista devolve dinheiro para os consumidores. Ele é um incentivo para que os cidadãos que adquirem mercadorias exijam do estabelecimento comercial o documento fiscal. Os consumidores identificados pelo CPF ou CNPJ no momento da compra vão receber créditos e ainda vão se habilitar a concorrer a prêmios. O objetivo é incentivar nos cidadãos o hábito de exigir a nota ou o cupom fiscal.

1. Em cada compra, o consumidor informa seu CPF/CNPJ e solicita sua Nota Fiscal/Cupom Fiscal ou Nota Fiscal on-line.
2. O vendedor registra o CPF/CNPJ do comprador. Ele emite o Cupom Fiscal, a Nota Fiscal tradicional ou gera, no site, a Nota on-line.

3. Após o recolhimento do ICMS pelo estabelecimento, a Secretaria da Fazenda creditará ao consumidor a parcela do imposto a que ele tem direito, proporcional ao valor da compra.
4. O crédito poderá, dentro de cinco anos, ser utilizado para reduzir o valor do débito do IPVA, transferido para a conta corrente, poupança, creditado em cartão de crédito, transferido para outra pessoa ou devolvido em prêmios.

A gente paga tanto imposto... Essa é uma maneira de recuperar um pouquinho, né? E ainda fazer com que todos paguem seus impostos. (Quem sabe arrecadando mais, o governo não diminui um pouco a carga? E eu acredito em Papai Noel também.)

Além desse presente que é a Nota Fiscal Paulista, também ganhei outro há pouco tempo, bem no estilo "presente de grego": 128,3% de ICMS de substituição deve ser pago pelo nosso produto. E esse imposto é válido só para o Estado de São Paulo. Tá vendo de onde virá o desconto do cidadão? De mais impostos que as empresas estão pagando e que não são divulgados.

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21.4.08

Feriadão chuvoso

Sábado, domingo e segunda-feira com muita chuva.
O que me levou a passar praticamente o tempo todo esticada no sofá. Lendo, bordando, pensando, sentindo...

Ontem, depois da baladinha que fizemos, por volta da 1h da manhã, voltando pra casa, vimos na estrada toda a grama branquinha, as árvores, as folhas. Tudo que era verde ficou branquinho com o orvalho e a névoa que tivemos depois que a chuva deu uma pequena trégua.

Será que "La Niña" vai mudar tanto o tempo que chegaremos a ter neve? Vã ilusão...
Mas hoje tá um friozinho delicioso para uma fondue e vinho...

(Por enquanto, vou voltar pro sofá!)

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Festa no parque


Na comemoração do aniversário da Lívia — 9 anos já! —, eu com meus dois sobrinhos: a aniversariante e o Hugo, que também já tem 5 anos!

Fiquei pra titia mesmo. Com muito orgulho! ;)

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18.4.08

No Dia do Trabalho, muito samba pra todo mundo

No dia 1º de maio, todos os trabalhadores merecem um pouco de descanso e diversão. E seguindo este lema, a Comunidade Samba da Vela decidiu antecipar a festa de todos os trabalhadores para o dia 28 de abril. A partir das 20h30, a Casa de Cultura de Santo Amaro e seus fundadores irão receber os amantes do samba para uma noite de muita música e alegria.

Toda semana, mais de 300 pessoas acompanham as rodas de samba sob a chama de uma vela acesa — branca, rosa ou azul, que são as cores da Comunidade — e o samba só termina quando a vela se apaga, por volta das 23h. No início, o samba não tinha hora para acabar, o que atrapalhava a rotina de trabalho do dia seguinte, assim, decidiu-se pelo uso da vela, que funciona como um despertador (apontando o início e o fim do culto ao samba).

Tema comum nas músicas da Comunidade, as canções destacam a vida dura do trabalhador brasileiro. Para muitos, o samba atua como uma válvula de escape para os problemas do dia a dia. Dentre as canções que abordam o tema trabalho, estão “Novo Amanhecer” (Maurílio de Oliveira/ Magnu de Sousa) e “Cesteiro Seresteiro” (Samuel Queiroz/Marquinho Dikuã), ambas estão no caderno de músicas deste mês (a cada dois meses é lançado um caderno com as melhores canções escolhidas pela comunidade), que traz em sua capa o grupo paulista, Quinteto em Branco e Preto.

Tudo acontece com muito respeito. Durante as rodas não se pode comer, nem beber, nem fumar. Crianças de todas as idades freqüentam a Casa e, de acordo com os fundadores, quem vai ao Samba da Vela, vai por amor ao verdadeiro samba de raiz. No final, uma deliciosa sopa preparada pelo cozinheiro Oliveira é servida a todos. Do lado de fora, é claro!

Desde 2000, a Comunidade realiza toda segunda-feira, a partir das 20h30, uma roda de samba na Casa de Cultura de Santo Amaro. Fundada por Maurílio de Oliveira, Magnu Sousá, Chapinha e Paqüera, a idéia é dar oportunidade a novos compositores, para que eles possam ter um lugar onde mostrar suas músicas ao público.

Serviço
DIA DO TRABALHO NO SAMBA DA VELA
Casa de Cultura de Santo Amaro
LOCAL| Praça Francisco Ferreira Lopes, 434 - São Paulo - SP
HORÁRIO| A partir das 20h30.
DATA| 28/04

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Sua vida, sua escolha

Nascestes no lar que precisavas. Vestistes o corpo físico que merecias. Moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento. Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas. Teu ambiente de trabalho é o que elegestes espontaneamente para a tua realização. Teus parentes, amigos são as almas que atraístes, com tua própria afinidade. Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle. Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência. Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes... São as fontes de atração e repulsão na tua jornada de vivência. Não reclames nem te faças de vítima. Antes de tudo, analisa e observa. A mudança está em tuas mãos. Reprograme tua meta, busque o bem e viverás melhor. Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora a fazer um novo fim. CHICO XAVIER

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Semaninha em ponto cruz - Última parte

Da série, "Minha semaninha em ponto-cruz", os últimos três dias de bordados (que claro, levaram meses para serem feitos).

Meus peixes, coelhos e tartarugas não têm nomes — não sou muito boa com animais de estimação... Mesmo que sejam bordados.

Para ver as imagens ampliadas, clique sobre elas. Para ver os panos de prato anteriores, clique aqui (domingo e segunda) e aqui (terça e quarta).










Pra finalizar, clique sobre o último quadrinho e veja como fazer o ponto ajur (para fazer a bainha como a dos meus panos-de-prato).

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17.4.08

Seja lá o que for, arrisque

Dante não gostava dos que não se arriscam na vida. Chamava-os de Neutros. Eles ficam na porta do Inferno, sem entrar. "Quem são esses que berram assim?", pergunta Dante a Virgílio, n'A Divina Comédia.

"A este mísero estado
Estão condenadas as almas desalentadas de todos os
que viveram sem infâmia e sem louvor

[...]

Deles no mundo não fica memória:
são desdenhados pela misericórdia divina e pela
justiça, não nos ocupemos deles, olha-os e passa".

Os Neutros sequer têm direito ao Inferno, muito menos ao Paraíso. Estão em lugar nenhum. De tão deslembrados, chegam a invejar os que ganharão a atenção dos suplícios infernais.

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Nova onda



Nouvelle Vague em francês quer dizer "nova onda". E a "banda" Nouvelle Vague é um coletivo musical francês arranjado por Marc Collin e por Olivier Libaux. O nome deles é um jogo de palavras, referindo-se simultaneamente à "francesidade" deles, ao movimento artístico do cinema francês Nouvelle Vague, dos anos 60, à fonte de suas canções (todas são covers de músicas punk e new wave dos anos 80) e ao uso do estilo Bossa nova, também dos anos 60.

Normalmente são mulheres que cantam, sempre músicas que não tenham a ver com o que normalmente cantam. São regravações de outros estilos, com releituras do material.

Dica MARAVILHOSA de uma amiga que foi ao show do coletivo na semana passada.
Eu estava precisando de uma "nova onda" na minha vida...
Valeu, Carol! ;)

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Crônica de Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem. Caso contrário, os honestos, os simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão.

O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não me pergunte. Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes os irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: Eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é!

Roberto Freire

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16.4.08

Semaninha em ponto cruz - Mais dois dias

Continuando a semaninha de ponto cruz. Mais dois dias bordados, com porquinhos e minhas preferidas: as vaquinhas com nomes escolhidos a dedo.

Os porquinhos são sem-nome, coitados. Nunca pensei em que nome combinaria com eles. São meus porquinhos rosas.

Agora, as vaquinhas... Seus nomes são Elisete e Elivanete — pessoas muito presentes na minha vida na época que as bordei.

Carinhosamente, elas foram homenageadas com meus bordados! ;)


Como eu já disse, para ver as imagens maiores e para imprimir os gráficos, é só clicar em cima da imagem.

Veja os bordados de segunda e terça, aqui. As cores de linhas do gráfico deste primeiro post são as mesmas para todos os bordados.

No próximo, publico quinta e sexta-feira!

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14.4.08

Dica etílica

Vá com calma!

Essa é a frase que às vezes tenho que dizer pra mim mesma: adoro cerveja e quando vou a um lugar como o
Vila Dionísio, tenho que ir com calma pra não ir com muita sede ao pote.

Nesse caso, não são nem potes. São baldes mesmo: os copos em que são servidos os chopps são
de 570 ml! Uma maravilha pra quem não gosta de ridiqueza.

Pois bem, a inauguração desse pub em Ribeirão Preto aconteceu na primeira semana de abril e, logo na sexta-feira, eu e Marcelo estivemos lá pra conferir se eles fariam concorrência ao nosso bar preferido — o Cervejarium. A proposta é outra, mesmo sendo um lugar também com um cardápio repleto de cervejas importadas e mais NOVE chopeiras, que servem, além do chopp Colorado, o chopp das marcas Guiness, Stella Artois, New Castle, Old Speckled Hen, Erdinger, Hofbräu e chopp da Antarctica.

(Algumas das chopeiras — iluminadas, lindas!)

É claro que o chopp Colorado a gente deixou pra fechar a noite, lá no Cervejarium e que deixamos o chopp Antarctica de lado, já que tínhamos tantos importados para experimentar. De todos esses, o que mais gostei foi o New Castle, que é inglês. Enquanto saboreávamos a cerveja dos deuses, também degustamos o bar: ele é lindo, cheio de detalhes, bem intimista e nos faz lembrar bastante um pub irlandês de verdade.

A grande diferença, além de mais de 50 cervejas diferentes no cardápio, é que o bar também tem um espaço bem legal para as bandas de pop-rock. Tanto que seu slogan é "Cerveja e rock n' roll". Por isso, o público, ainda descobrindo como exatamente é o bar, parece que vai ser de gente mais jovem, mais interessada em Antarctica mesmo.

Sem problema: eu posso acabar com o estoque de cervejas e chopps importados num piscar de olhos (e infelizmente, o esvaziamento da minha carteira). De qualquer forma, como não poderia deixar de ser, já fizemos amizade com os barmen que vieram de São José do Rio Preto pra treinar o pessoal de Ribeirão — estes sim, preparados e aptos a lhe dar dicas valiosas sobre qual cerveja vai melhor com o quê.

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Semaninha em ponto cruz

Há um bom tempo atrás, entrei na mania de bordar "semaninhas": um pano de prato para cada dia da semana. Dei de presente dois tipos e depois, fiz essa coleção pra mim — ou seja, numa levada só, fiz 21 bordados. Minha mãe fez os panos de prato pra mim, com etamine, o tecido próprio para bordar, fazendo a bainha na mão (que ficou linda).

Fotografei os "trabalhos" prontos e escaneei os gráficos da revista (não ficaram perfeitos porque às vezes eram duas páginas e pra juntar ficou um pouco difícil...). Vou colocá-los aqui para quem quiser também fazer uma semaninha — as cores podem ser seguidas pelo
gráfico de domingo: são as mesmas para todos. É só clicar na imagem que ela abre bem maior.

Pra começar, hoje publico DOMINGO e SEGUNDA-FEIRA. Se não quiser fazer a semaninha, pode também fazer só os bichinhos, que, pelas cores, parecem até de patchwork. Meus galinhos foram batizados de Zeca e Sebastião. Os cachorrinhos bordados são Banzé e Fred.

E como não poderia deixar de ser, coloco também uma foto do meu avesso perfeito. É muito fácil de fazer mas, difícil de explicar. Vou começar um novo bordado essa semana e vou fotografar o passo-a-passo, pra ficar mais fácil de mostrar como é que se faz!

ATUALIZAÇÃO POSTERIOR (18.04):

Para ver terça e quarta-feira, clique aqui.
Para ver quinta, sexta-feira e sábado, clique aqui.

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10.4.08

Cultura não tão útil mas, interessante

Sabe aquelas coisas que você lê e que quer guardar em algum lugar? Tipo, recortar ou copiar pra não esquecer. Só pra ter o que conversar numa mesa de bar ou pra manter assuntos aleatórios atraentes?

Então! Eu ADORO copiar essas informações legais. E estou lendo um livro cheio de coisinhas legais. Em somente 60 páginas de "Comer, rezar, amar", veja o que já escolhi para guardar entre os meus recortes:


- Na Índia, quando você vai especialmente a lugares sagrados e comunidades que promovem a evolução espiritual, vê várias pessoas usando contas em volta do pescoço. Iogues também usam as mesmas contas. Esses cordões se chamam japa malas. São usados há séculos, para ajudar os devotos hindus e budistas a se concentrarem durante a meditação ritual. O colar é segurado com uma das mãos e manipulado em círculo — para cada repetição do mantra, toca-se uma conta. Quando os cruzados medievais foram para o Oriente durante as guerras santas, gostaram da técnica e levaram a idéia de volta para a Europa na forma do terço.

- Ciao (palavra de cumprimento em italiano) é uma abreviação de uma expressão usada pelos venezianos medievais como cumprimento informal: Sono il suo schiavo!, ou seja: "Eu sou o seu escravo."

- A Europa era uma confusão de inúmeros dialetos derivados do latim que aos poucos, ao longo dos séculos, se transformaram em alguns idiomas distintos — francês, português, espanhol, italiano. O que aconteceu na França, em Portugal e na Espanha foi uma evolução orgânica: o dialeto da cidade mais proeminente se tornou, aos poucos, a língua oficial da região toda. Portanto, o que hoje chamamos de francês é na verdade uma versão do parisiense medieval. O português é na verdade o lisboeta. O espanhol é essencialmente o madrilenho.

Na Itália foi diferente. Ela só se unificou bem tarde (1861) e, até então, era uma pesínsula de cidades-Estado em guerra entre si, dominadas por orgulhosos príncipes locais ou por outras potências européias. Assim, não é de espantar que, durante séculos, os italianos tenham escrito e falado dialetos locais incompreensíveis para quem era de outra região. No século XVI, alguns intelectuais italianos se juntaram e decidiram que isso era um absurdo. A península italiana precisava de um idioma italiano, pelo menos na forma escrita, que fosse comum a todos. Então, esse grupo de intelectuais fez uma coisa inédita na história da Europa; escolheu a dedo o mais bonito dos dialetos locais e o batizou de italiano.

Ao publicar sua Divina Comédia, em 1321, descrevendo em detalhes uma jornada visionária pelo Inferno, Purgatório e Paraíso, Dante Alighieri havia chocado o mundo letrado ao não escrever em latim. Considerava o latim um idioma corrupto, elitista, e achava que o seu uso na prosa respeitável havia "prostituído a literatura". Em vez disso, Dante foi buscar nas ruas o verdadeiro idioma florentino e usou esse idioma para contar sua história. Ele escreveu sua história no que chamava de dolce stil nuovo, o "doce estilo novo" do vernáculo. Os intelectuais escolheram o italiano de Dante a língua oficial da Itália. O idioma é fundamentalmente dantesco.

- Uma velha canção country texana diz: "I've been screwed and sued and tattooed, and I'm still standin' here in front of you..." (Já fui enganado, processado e tatuado, e ainda estou aqui em pé na sua frente).

Esta última citação caiu como uma luva para o meu atual estado profissional, familiar, sentimental e todo o resto. Completamente fora do eixo mas ainda de pé.

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9.4.08

Aí, complica!

A Folha não me deu uma boa notícia hoje:

Aquecimento global aumentará o preço da cerveja, diz estudo

(Clique aqui e saiba mais)

E já que isso vai acontecer no futuro próximo, não percamos tempo: vamos beber AGORA! ;)

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4.4.08

Os Contos de Fadas dos Irmãos Grimm

O livro Contos de Fadas, dos Irmãos Grimm, conta as histórias como elas realmente eram contadas. A apresentação de Sílvia Oberg é tão interessante quanto as histórias contidas no livro: ela narra que os irmãos eram professores na Universidade de Göttingen, na Alemanha, sendo filósofos eminentes. Eles perderam seus cargos em conseqüência de um fato político. Jakob Ludwig Karl era professor de literatura alemã quando foi abolida a Constituição de Hanover e, por protestar contra tal ato, foi demitido; e Wilhelm Karl foi sub-bibliotecário em Göttingen e mais tarde, professor também na universidade, abandonando o trabalho pelo mesmo motivo do irmão.

Nas palavras de Sílvia, por motivos políticos, “o mundo ganhou um presente precioso”: Jakob e Wilhelm realizaram importantes pesquisas no campo da tradição popular, deixando um rico acervo de histórias, lendas, anedotas, superstições e fábulas da velha Germânia, preservado graças à sua iniciativa.

Ela conta que os irmãos percorreram a Alemanha registrando as narrativas populares que recolhiam de pessoas humildes, muitas vezes analfabetas: comadres da aldeia, velhos camponeses, pastores, barqueiros, músicos e cantores ambulantes. Tudo isso acontecia nos primeiros anos do século XIX, quando os velhos costumes pouco tinham mudado e as antigas tradições conservavam ainda toda a sua força.

O resultado desse trabalho foi excepcional: Kinder und Hausmärchen (Histórias da Criança e do Lar) teve três volumes de livros publicados, reunidos em 1819. Os Irmãos Grimm foram precursores da ciência do folclore, reunindo tradições e culturas populares, dos mais variados grupos. Eles empenharam-se na elaboração de uma obra patriótica, não apenas recuperando e imortalizando os relatos conhecidos por nós como contos de fadas, como também iniciando o Grande Dicionário Alemão, cujo primeiro volume saiu em 1854.

Seu trabalho ganhou proporções que romperam a esfera nacional de importante documento das tradições populares alemãs para espalhar-se pelo mundo, sendo traduzido e imortalizado entre crianças, jovens e adultos que contam e recontam as histórias por eles recolhidas.

Portanto, Walt Disney, muito mais recente, nos ajudou muito a conhecer as histórias através dos desenhos lindamente produzidos. Mas foram os Irmãos Grimm que fizeram com que as histórias não se perdessem no tempo, sendo contadas de mãe para filhos e assim por diante. Sem contar que as histórias do livro são mais verdadeiras, por serem exatamente o que os Irmãos Grimm registraram. Branca de Neve, por exemplo, não teve a piedade de um caçador — tal caçador aparece em outra história, em que ele fica com pena de matar o príncipe que o pai mandou matar por achar que ele o havia traído. A Bela Adormecida, não acordou por causa do beijo do príncipe, mas, porque os 100 anos de sono que a bruxa praguejou para todo o reino dela, haviam passado no mesmo momento em que o príncipe chegou.

E assim por diante, você constata, ao ler o livro, que muito do que nos foi contado e como conhecemos já está um pouco distorcido ou um pouco misturado com outras histórias menos conhecidas. De qualquer maneira, não deixam de ser lindas, não é mesmo? O livro é uma delícia para relembrar o que já está muito bem gravado em nossos corações, quando nos foi passado, através das histórias, por pessoas queridas.

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3.4.08

Quando eu crescer...

Quero ser assim!

Confessionário: Maria Adelaide Amaral

Na Revista Bravo, este foi o melhor texto, dentre todos que li no mês de março. Não é nem pela Maria Adelaide Amaral, personagem do texto (que é excelente também, é claro) mas, pela forma como foi escrito. Praticamente uma poesia.

Armando Antenore, autor dessa maravilha, sou sua fã!

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2.4.08

Arrastando-me

Como já estava previsto, o tempo mudou e além de chuvoso, está esfriando...
Estou praticamente como este mandruvá-cachorro (me disseram que ele tem esse nome por causa do "rabinho" que tem — confira no lado direito da foto), fotografado na fazenda: preguiiiiiiiiiiiiiça...

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São Paulo realiza primeiro casamento gay do Brasil

No próximo dia 10 de abril, será realizado em São Paulo o primeiro casamento gay do Brasil. O jornalista, apresentador e repórter da Rede TV! Felipeh Campos, 34, e o produtor de moda Rafael Scapucim, 26, receberão 600 convidados para a celebração. A lista de convidados inclui políticos, artistas, jornalistas, empresários da mídia, entre outros.

Além de um contrato de parceria oficializando a União Estável entre os dois, Felipeh e Rafael, que vivem juntos há cinco anos, vão realizar uma cerimônia religiosa para abençoar seu casamento. "Não somos ativistas de nenhum movimento gay e não queremos mudar o comportamento de ninguém. Apenas achamos que devemos comemorar nossa união, nosso amor, como faria qualquer casal apaixonado, com tudo o que temos direito. Está na hora desse patrulhamento todo acabar. Porque o Elton John pode e a gente não? A gente pode, sim, e vai ser lindo", diz Felipeh.

Ao som de atabaques, Felipeh e Rafael se unirão em cerimônia conduzida pelo babalorixá Pai Cido de Oxum, que ministrará o ritual de casamento orientado pelo candomblé, que já é a religião dos noivos. Um coral de baianas entoará cânticos durante a celebração. Os noivos entrarão juntos, vestindo batas brancas de richelieu e estarão descalços, como manda a tradição afro. No altar, desenvolvido exclusivamente para a cerimônia, flores, pipoca e milho servirão de oferendas aos orixás.

O anel, que simboliza a aliança feita pelos noivos, é uma criação exclusiva da designer Rosana Negrão, em ouro branco e amarelo. O bolo de casamento terá três andares e será decorado com fitinhas do Senhor do Bonfim. No topo do bolo, noivinhos em miniatura reproduzirão os noivos com a roupa do casamento.

No evento será servido o drinque Alaska, criado especialmente para o casamento pelo bartender Alexandre Perregil, da Bem Brasil Caipirinhas. Um mix de licor de amêndoa, vodca e creme de leite promete ser a sensação entre os convidados. Frascos com balas serão entregues como lembrancinhas do casamento, simbolizando pílulas do amor.

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