Blog da Gabi ;)

Divagações, citações, fotos, livros e viagens.
Amigos, família, planos, projetos, música.
Opinião, conversa pra jogar fora, vontade de escrever.

Emoório Biergarten: Cultivando Prazeres

29.6.07

Post Secret

(PostSecret is an ongoing community art project where people mail in their secrets anonymously on one side of a homemade postcard.)

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Emoório Biergarten: Cultivando Prazeres

No Mínimo extingüiu-se


O site No Mínimo, fonte de inspiração e de discussões acaloradas de jornalistas profissionalíssimos e renomados, fechou suas portas (ou sua tela, enfim).

Como todos sabemos, é dificílima essa área comercial de qualquer trabalho, de qualquer empresa. Escritores, pensadores, redatores, não têm muito o dom pra essa parte de vendas (salvo exceções). E aí, a gente perde um canal muito legal de conscientização, de cultura, de cabeças pensantes.

Fiquei triste. Mas, vou continuar visitando o portal, porque, eu espero, vão manter pelo menos os arquivos. E a leitura sempre será prazerosa e trará sempre outras formas de enxergar as coisas.

Uma pena... Os caras que escrevem lá são o máximo! Mas a gente vai encontrá-los em outras esquinas, com certeza! Quem é bom, arregaça as mangas e continua!

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28.6.07

Era Doce

Acontece em São Paulo uma exposição que me chamou a atenção: Laerte Agnelli, artista e diretor de arte, paulistano do bairro Ipiranga, inspirou-se no passado para pintar cenas da cidade.

Essa imagem ao lado, me fez lembrar de minha mãe contando de quando era menina e que ela e minha vó, com suas amigas, saíam daqui do "interior" para ir até o Mappin tomar o chá das cinco e assistir a desfiles. Bons tempos, e bem diferentes, aqueles...

Além desses 12 trabalhos realizados com inspiração de uma outra época, o artista fez ainda 40 guaches, em discos de vinil.

A terra da garoa inspira! E a exposição, ainda por cima, é gratuita! Até dia 20 de julho. Saiba mais aqui!

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Animação para todos


Nesta sexta-feira começa o Anima Mundi, maior festival de animação da América Latina. Até o dia 8 de julho, no Rio de Janeiro e depois, de 11 a 15 de julho, em São Paulo. A competição conta com 368 filmes de 42 países (quase 100 brasileiros).

São animações em curtas, animações pra web; desenhos, massinhas, bonecos, 3D... Criatividade saindo pelo ladrão! Pra gente, dá pra votar nas animações que estão no site.

Quando eu trabalhava num provedor de Internet, adorava essa época, porque ficávamos assistindo os videozinhos "a trabalho", pra publicar na página. Era uma delícia! Pura diversão!

Dos que assisti até agora, que estão na web hoje, a declaração do cara para sua boneca inflável (Do you love me?) está uma gracinha de bem feito e impagável de engraçado! Tem outro, extremamente atual e pesado, italiano: The great circus tonite, mostra uma realidade comum no Brasil.

O pessoal é engajado, artista mesmo e muito criativo! A D O R O essas coisinhas legais!

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27.6.07

Nossos ipês floriram


Foto by Hugão.

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Tá difícil...

"Escrever é sempre esconder algo de modo que mais tarde seja descoberto."

Talvez seja por isso que não ando escrevendo: nada para esconder, tudo para revelar. Sem inspiração para colocar em palavras o que se passa na minha cabeça.

E o que será mesmo que se passa na minha cabeça?
Estou em alfa, talvez...

Mas uma hora eu volto!
Assunto tem, falta comprometimento com o ato de escrever ultimamente....

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26.6.07

Palhaçada!

Recebi por email. A corrente deve ser mantida até que Bin Laden o receba!
Digno de gargalhadas esse nosso país... Faz piada até da nossa desgraça.
Pense bem: seria bem interessante a limpeza que o Bin faria, não!?

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Passagem na mão!

Já estamos com as passagens de nossa viagem pra Europa nas mãos!!

Agora, é só a contagem regressiva e todos os preparativos necessários (vai ser pauleira, eu garanto. Organizar tudo, fazer material publicitário, enviar amostras e material para o velho continente. E claro, depois da correria, teremos muita diversão e cultura por lá!). Vou mantê-los informados:

FALTAM 4 MESES E UMA SEMANA!

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20.6.07

Prece árabe


Deus, não consintas que eu seja o carrasco que sangra as ovelhas,
nem uma ovelha nas mãos dos algozes.

Ajuda-me a dizer sempre a verdade na presença dos fortes

e jamais dizer mentiras para ganhar os aplausos dos fracos.

Meu Deus!

Se me deres a fortuna, não me tires a felicidade;
se me deres a força, não me tires a sensatez;

se me for dado prosperar, não permita que eu perca a modéstia,
conservando apenas o orgulho da dignidade.


Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas,

para não enxergar a traição dos adversários,
nem acusá-los com maior severidade do que a mim mesmo.


Não me deixes ser atingido pela ilusão da glória quando bem sucedido

e nem desesperado quando sentir o insucesso.
Lembra-me que a experiência de um fracasso poderá proporcionar um progresso maior.


Ó, Deus!

Faze-me sentir que o perdão é o maior índice da força e que a vingança é prova de fraqueza.

Se me tirares a fortuna, deixa-me a esperança.

Se me faltar a beleza da saúde, conforta-me com a graça da fé.

E quando me ferir a ingratidão e a incompreensão dos meus semelhantes,

Cria em minha alma a força da desculpa e do perdão.

E finalmente Senhor, se eu Te esquecer, Te rogo, mesmo assim,

nunca Te esqueças de mim!

(Traduzido do árabe por Seme Draibe)

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Desespero de causa

Meu coração, meu pensamento, meu corpo. Tudo pede uma estrada pra botar o carro e rodar. Estou precisando relaxar!

Nada melhor do que tirar uns dias de folga, com dinheiro no bolso e... VIAJAR!! Pode ser pra cidade do lado, pode ser até ali mesmo e voltar, não tem problema!

Qualquer coisa pra sair da rotina que não é rotina!
Pleeeeeeeeeeeeeease!!!

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18.6.07

Novidade!

A Cachaça Gabriela agora também tem um blog!
Pra ficar mais fácil de colocarmos as informações e acontecimentos com o nosso produto, o que afeta diretamente a MINHA vida, diga-se de passagem.

Por enquanto, estou colocando só conteúdo e o layout ainda vai mudar. A idéia é ainda analisar um tempo pra ver se funciona. Se tudo correr bem, mais um meio de comunicação alcoólico está a caminho!

Pra conhecer, acesse aqui!
Hoje tem novidade: vamos comemorar, pra variar, no Cervejarium!!

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16.6.07

A magia dos lugares…

… São as pessoas.

Existem alguns lugares em que você vê que o clima é diferente. Tenho alguns favoritos e muito especiais pra mim, aqui em Ribeirão Preto:


>> Cervejarium

É um bar com pinta de boteco. Eles oferecem a cerveja Colorado, que é feita artesanalmente, e cervejas do mundo todo. Além de terem nossa cachaça no seu cardápio. Mas, o que me faz gostar tanto de ir at
é lá (pelo menos uma vez por semana), é o tal do clima: lá, você pode encontrar gringos falando francês ou alemão; pode ver clientes com seus instrumentos musicais, dando uma canja de jazz (de graça! Porque também gostam de estar lá!); pode virar para o pessoal da mesa ao lado e bater o maior papo como se os conhecesse há muito tempo.

E realmente pode ser que conheça mesmo porque, quem vai lá, sempre volta. E você acaba se encontrando com as figurinhas repetidas de sempre – que, em sua maioria, são extremamente interessantes. Tem um casal que vai sempre com seu cocker spaniel, que não pára quieto e, a partir daí, já filosofamos juntos sobre como é ter um animal de estimação; tem dois amigos (um deles, professor de faculdade) entendidíssimos de cerveja, que sempre dão “aulas” de degustação; tem o próprio dono do bar, que está lá de vez em quando, é um bon vivant e um grande mestre cervejeiro, debatendo conosco fermentação, produção, contando sobre suas aventuras pelo mundo atrás da cerveja perfeita; e até nós nos tornamos personagens do bar, sempr
e dispostos a sentar numa mesa e contar toda a história de nossa cachaça, de nossa produção e tudo o mais.

Mas, mais do que todas essas pessoas que você encontra por lá, a magia maior é feita por Júlia, a gerente; Juliana e Moisés, os atendentes; Alex, o barman; Luciana, a financeiro. São pessoas que fazem você se sentir especial. Que trazem o seu chopp sem você ter que explicar como o quer, que sentam na mesa pra conversar com você e participar de sua vida. O Cervejarium é uma experiência única, muito próxima a bares cults da Europa, mas como todo o calor brasileiro necessário para torná-lo inimitável.

>> Bonjour Paris
É minha escola de francês. É lá que converso com meus amigos de classe sobre tudo, em francês. E é nessa escola que tenho meus momentos culturais: Suraya, nossa professora, deu-me uma aula sobre Rimbaud essa semana. Um dos melhores poetas franceses, de quem eu já ouvi falar várias vezes, mas que não conhecia a história. E melhor: posso lê-lo em sua língua mãe! Soube também que a história do pierrot e da colombina é francesa.

É ali que posso discutir política, aprender e ensinar cultura, arte, viajar e discutir a vida. Nada filosófico, tudo muito prático. Mas sempre com olhos de quem quer ver a beleza.

>> IEBA
Era minha escola de alemão (e voltará a ser, em breve, eu espero) e no meu coração, meu lugar de formação (fora o lar) para chegar ao que sou hoje. Mein lieblins!!! Foi nessa escola que aprendi a minha língua favorita, que me apaixonei pela Europa, que aprendi a ver o mundo com outros olhos. Foi de lá que veio o incentivo para minha primeira viagem sozinha ao velho continente, para minha independência, para me conhecer profundamente.

Sônia, minha professora e durante muito tempo minha guru, mesmo sem saber, ensinou-me o valor de muitas coisas e o “desvalor” de muitas outras. Foi ela, com seu jeito prático e resolvido, que me fez apaixonar-me pela Alemanha. Foi através dela que conheci minhas grandes amigas. Foi por ela que vi que estava crescendo e que o mundo continuaria a girar, tendo eu o problema que fosse.


Este é o lugar mais especial, guardado em meu coração como um lugar de transição. Minha vida antes e depois de IEBA.

____________________________________

São lugares que têm o “clima”. Que você não precisa conhecer profundamente para senti-lo. Basta chegar e você verá que é diferente, que é aconchegante, que é cultura pura. Mas, mais do que isso, todos esses lugares foram feitos por pessoas especiais e por isso, são o que são. Basta ter olhos pra ver e coração para reconhecer. Eu recomendo todos esses lugares para se sentir bem! Nesses lugares, eu sou eu!


Pelo menos para mim, cultura, costumes e PESSOAS são tudo!
Quais são seus lugares especiais?

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15.6.07

Papo de bêbada

Só para constar: o post abaixo foi um post de "bêbida". Que chegou em casa, queria escrever no blog - qualquer coisa! - e que ainda teve capacidade de colocar imagem e tudo mais...

Ficou bonitinho, escrevi tudo certinho, então nem vou mexer.
Mas, que fique nos anais: papo de bêbada!

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14.6.07

Menina dos brincos de prata

Perdi um dos meus brincos ontem.

Na verdade, meu brinco preferido - porque adoro prata, aquele tipo de brinco e, principalmente, porque adoro esse presente que ganhei.

Cheguei em casa à noite e ele não estava lá, na minha orelha. Só um pra ser guardado...

Fiquei triste mas muito contente com minha reação: meu lado possessivo e egoísta taurino não está tão mais forte quanto eu sempre soube que era. Doeu menos do que eu esperava, não remoí a perda.

Mesmo manca de um brinco na orelha, guardei o outro e torci pra ter perdido por perto. Mas se não fosse o caso, descobri que não ia me martirizar.

Melhor: minha amiga o encontrou hoje, no sofá de sua nova casa, que estive ontem! AINDA BEM!!!

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12.6.07

Baby...

Feliz Dia dos Namorados!

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Aconteceu

A saga de um negócio quase mal feito

Na última de abril, recebemos um contato de um comprador de Benin, país da África do Sul, interessadíssimo em nosso produto: a Cachaça Gabriela. Seu primeiro pedido era de dois containeres de 40’’ – o que significa cerca 28.000 garrafas, em cada um deles. Eu, muito pé no chão e conhecedora de nossa realidade (sabia que éramos eu e Marcelo que teríamos que preparar MANUALMENTE essas garrafas), afirmei ao pseudo-comprador que, dentro de 45 dias, poderia entregar a ele somente um container de 20’’ (14.112 garrafas de 700ml, para ser mais exata). E logo em seguida, ele poderia fazer outro pedido, se fosse de seu interesse.

Ele aceitou todas as nossas exigências: faria o pagamento antecipado, ou seja, antes de a mercadoria sair da fábrica e ir para o porto de Santos e ainda fez a compra das mercadorias com preço FOB, o que significa que nossa responsabilidade na entrega iria até o porto de Santos. A travessia até a África seria de total responsabilidade dele. A venda perfeita.

Enviamos as amostras (nossos custos) para que ele conhecesse o produto. Depois, enviamos o documento (nossos custos) para que pudesse fazer a transferência de dinheiro. Enquanto isso, muito trabalho, muita correria, estafas constantes: engarrafamos cachaça, encomendamos rótulos em inglês, enviamos os rótulos alterados para o Ministério da Agricultura, continuamos com nossos contatos com representantes aqui do Brasil. O que significa: abraçamos o mundo! Além de fazermos o trabalho braçal, continuamos todo o trabalho no escritório.

Eu e Marcelo podemos dizer que pusemos as mãos em todas as garrafas. Meus pais e principalmente meu irmão, colocaram a mão na massa. Não tinha como fazermos tudo e entregar a “encomenda” no prazo – o que sempre me deixa ansiosíssima! Trabalhamos das 7h às 22h todos os dias, inclusive finais de semana e feriado, enquanto esperávamos o pagamento chegar à conta da empresa (recebimento em dólar, de outro país, é demorado).

E então, a surpresa: para que o dinheiro fosse liberado lá na África, tínhamos de ter um documento que o Ministério das Finanças de Benin deveria nos repassar, comprovando que não somos terroristas e que a negociação não era lavagem de dinheiro. Ok, pensando em todas as garrafas que ainda tínhamos para rotular, sentei na frente do computador e comecei a conversar com uma advogada que faria os trâmites para nós lá. Ou seja, uma africana, registrada no Ministério deles, comprovando ser profissional da área.

A melhor parte está por vir: preenchi documentos para fazer o pedido do tal documento e enviei para ela. Mas, faltava um pequeno detalhe: EU, minha empresa, teria que enviar dinheiro pra lá, para que comprovasse minha idoneidade. E o melhor: a advogada não me passou o número de sua conta, ela somente me pediu para fazer uma transferência e enviar o número desta para que ela pudesse retirar o dinheiro. O que significa que eu nunca saberia onde encontrá-la depois disso.

Pensamos todos juntos, sugeri pagarmos e ver no que ia dar. Aí, fomos até o Banco do Brasil, que tem assessoria para Comércio Exterior e começamos a fazer pesquisas: o banco não existe, o documento não é exigido, talvez até mesmo o comprador não exista. E eu, que fazia planos para a bolada que receberíamos, frustrei. Mas ao mesmo tempo, vi o lado Pollyanna: ainda bem que desconfiamos, ainda bem que buscamos mais informações, ainda bem que tentamos e ainda bem que todas as garrafas continuam aqui.

Quantos não devem cair no “conto do vigário”? De qualquer maneira, me senti péssima por ter trabalhado tanto neste último mês, carregando caixa, fazendo força e pensando que tenho instrução para muito mais do que isso. É começo de negócio, eu sei, mas tem coisa que é muito difícil de engolir, viu!?

I will survive. E, maybe, a inspiração para escrever volte com o tempo…

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Emoório Biergarten: Cultivando Prazeres

10.6.07

Um livro para se apaixonar

Corria o tempo, passava a história, mudavam os personagens, mas o amor sobrevivia. Oriente e Ocidente, tão diferentes, mas tão atraentes um para o outro quanto o homem e a mulher. Como as duas faces de um mesmo mundo.
(Sua Alteza, o marajá Jagatjit Singh de Kapurthala, no final de sua vida.)

Com certeza você já assistiu algum daqueles filmes antigos, com Gary Grant ou Audrey Hepburn, entre vários outros atores que minha mãe sabe todos os nomes de cor e salteado. São aquelas histórias doces, que sempre têm final feliz, mesmo que o final não seja perfeito. Um outro ritmo de vida, uma outra época.

É isso que você vai encontrar em “Paixão Índia”: uma biografia, ou seja, a história é real. Mas é um romance de mão cheia. Aprende-se muito sobre a cultura indiana, vê-se a história contada por um outro ângulo. O marajá de Kapurthala, um dos Estados do Raj (como a Inglaterra era chamada quando a Índia era governada pela rainha Vitória – 1907), se apaixona por Anita, uma espanhola que começava a dançar num teatro.

Enquanto ele não conseguiu conquistá-la, não desistiu. E aí, entra todo o impacto entre Ocidente e Oriente: ele dava dinheiro à família dela, como se quisesse comprá-la, mas esse era o costume no seu país. Ela, nunca ficou no harém do marajá – o que causou muito ciúme e brigas nas outras mulheres do príncipe.

Homens que tratam suas várias mulheres como rainhas, estudando na escola, junto com matemática e história, o Kamasutra! A riqueza dos detalhes, a opulência, a felicidade e o sofrimento. A solidão e o jet set. E um desfecho digno de um gentleman, como o marajá se mostrou. Tem festas, recepções, jóias dadas como se fossem somente pequenos mimos, tem escândalo. Você lê sem perceber, sem querer acabar. A história real poderia bem ser um conto de fadas: mesmo sem ser completamente perfeito, o final é feliz!

Tudo vale, porque a paixão nos espera.
Kamasutra 2.3.2

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Primeirinha!

Ontem fui à minha primera Festa Junina do ano!

Queria ter ido com o vestido que tenho pra dançar quadrilha mas, não teve quadrilha. Aí, não achei que ia ficar bem uma marmanjona como eu de vestido típico - nessas horas que tenho vontade de ser criança de novo, viu!? Minha sobrinha foi de vestido, e tava linda! Mas era a única a caráter MESMO! Muita gente de camisa, trancinha e chapéu...

O que rolou mesmo na festa foram os "comes e bebes": amendoim até, pipoca, cachorro-quente, arroz-doce, bolo de fubá e de laranja, broa de milho. Gente! Como eu comi! E como eu adoro essas festas!

Bem... Essa foi a primeira: super familiar! Agora eu quero ir em quermesse de igreja, festa juninas das escolas dos meus sobrinhos e aproveitar as musiquinhas típicas, as barracas de prenda e, quem sabe, conseguir dançar uma quadrilha!

Agora, vamos saber de onde veio a festa junina e a nossa cultura:

O termo “Festa Junina” tem duas explicações: é usado porque as festividades ocorrem durante o mês de junho; e a festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de “Joanina”. De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses.

No período colonial, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, aqui, influenciou muito as quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.

Todos estes elementos culturais foram misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas. Aqui, o mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio.

Comidas típicas — Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuscuz, pipoca, bolo de milho: como é tempo da colheita do milho, grande parte das comidinhas deliciosas relacionadas à festa, é feita dele. Também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce, doce de abóbora.

Tradições — Junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem o cenário, embora cada vez mais raros por causa das leis que os proíbem, em função dos riscos de incêndio que representam.
No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.
Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes.

Santo Antônio — Como é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que faltem. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.

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8.6.07

Bons conselhos




"Don't wait too long" de Madeline Peyroux: a música é uma aula pra viver!

You can cry a million tears
You can wait a million years
If you think that time will change your ways
Don't wait to long

When your morning turns to night
Who'll be loving you by candlelight
If you think that time will change your ways
Don't wait to long

Maybe I got a lot to learn
Time can slip away
Sometimes you got to lose it all
Before you find your way

Take a chance, play your part
Make romance, it might brake your heart
But if you think that time will change your ways
Don't wait to long

It may rain, it may shine
Love will age like fine red wine
But if you think that time will change your ways
Don't wait to long

Maybe you and I got a lot to learn
Don't waist another day
Maybe you got to lose it all
Before you find your way

Take a chance, play your part
Make romance, it might brake your heart
But if you think that time will change your ways
Don't wait to long
Don't wait
Hmm... Don't wait

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7.6.07

Relax...

Post, em pleno feriado com muito trabalho, de quem não tem forças nem para se expressar:
(Assim que os acontecimentos acabarem de se concretizar, eu conto. A história é longa. Anyway, as dicas abaixo não são nenhuma novidade mas, são boas — só falta conseguir colocar em prática.)


Relaxar para agüentar a pressão do dia-a-dia

Estudos apontam que pausas para relaxar ajudam executivos a cumprir metas e manter o desempenho e equilíbrio diários

Relaxar é uma técnica milenar indiana de 5 mil anos que tem como objetivo principal fazer com que o equilíbrio das funções vitais do corpo humano promova o descanso muscular e dilatação dos vasos sangüíneos promovendo a sensação de bem-estar e equilíbrio. Muitos conhecem e acreditam no conceito, mas infelizmente poucos o colocam em prática.

De acordo com José Moromizato, médico e palestrante, considerado um dos grandes incentivadores da medicina psicossomática (medicina que trata as moléstias orgânicas através da cura da mente), o corpo reflete o que as pessoas pensam e sentem. “Do ponto de vista psicossomático um corpo tenso possui uma circulação sangüínea prejudicada, devido ao fechamento dos vasos. Em contrapartida, quando o indivíduo tem a prática diária de relaxar, seus vasos sangüíneos estão propensos a maior elasticidade, e o sangue a circular com maior facilidade pelo corpo, chegando às extremidades com mais eficiência”, alerta o especialista.

Pequenas pausas durante o dia são obrigatórias para manter o equilíbrio e a competência de se trabalhar sob pressão. “O corpo humano pode ser comparado a uma máquina. Se você dirige sem parar durante um dia inteiro a 120KM/h, o motor esquenta muito e pode ter vida menos longa do que um automóvel cujo dono faz viagens em doses homeopáticas, ou seja, vai parando ao longo do caminho para o motor esfriar”, afirma.

Relaxar permite que a pessoa sinta um novo bem estar interior sem as preocupações e cobranças de si próprio. “O lema é: ‘o que posso revolver comigo mesmo e o que não depende de mim, resolvido está, por enquanto’. Os problemas do dia-a-dia continuam a acontecer, mas o diferencial é a maneira de cada um em administrar esses problemas, explorando sua capacidade, criatividade e coragem advindas de uma mente tranqüila. Quando se está com a mente relaxada, sabe-se administrar os problemas profissionais e pessoais de maneira separada. Geralmente, cada um resolve os problemas de acordo com o que está no seu inconsciente: se uma pessoa tem muitas mágoas, ressentimentos, falta de auto-estima guardados, ela tem a tendência a resolver os problemas de forma destrutiva, ao contrário daquela que tem o inconsciente não tão sobrecarregado, que consegue ver de fora os problemas”, ressalta Moromizato.

O método, que potencializa as habilidades de relaxar é o Treinamento Autógeno criado pelo psiquiatra e neurologista alemão Johannes Schultz, em 1920, época em que as questões da mente, como a manifestação do inconsciente através de sintomas físicos, conceitos de ego, id e superego foram evidenciados e divulgados por Sigmund Freud.


Lembrando da sobrecarga de informações negativas no mundo moderno, é muito natural que a tendência ao negativismo seja cada vez maior no inconsciente à medida do amadurecimento. Isso faz enxergar uma realidade através de lentes negativas e carregadas de preconceitos sobre nós mesmos, ainda que nosso raciocínio não conclua desta forma. É só lembrar de situações que causam medo inconsciente (público, locais fechados, insetos) e, por mais que o raciocínio interprete que tal objeto é inofensivo, o medo às vezes vence todos esses argumentos.


Abaixo, segue um passo a passo sobre relaxamento que pode ser feito a qualquer hora ou quando tiver uma folguinha no almoço.


:: Não ter vergonha de descansar, nem que for sentado, no escritório ou no carro. Se puder deitar no chão por 15 minutos melhor ainda. Dessa forma, a circulação sangüínea será beneficiada.

:: Procurar desligar os pensamentos também, nem que seja por esse espaço de tempo, afinal, dizem que os melhores insights se dão quando nossas mentes conseguem se desligar daquela preocupação que aparentemente não há solução.

:: Procurar não comer sentindo raiva, preocupação ou amargura. Estando tenso o indivíduo terá os vasos sangüíneos contraídos, o que prejudica no final a secreção dos sucos digestivos, levando a gastrite, úlcera e obesidade.

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4.6.07

Senhora Pau


Compensa ler. (É só clicar em cima, que a imagem fica maior.)
Tudo bem.... É pataquada mas é bom pra dar umas risadas.
Peguei do blog Vai Te Lascá, que eu adoro visitar pra me divertir!

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2.6.07

Casamento bem arranjado

No dia 25 de maio, dois grandes amigos casaram-se. Já tinham casado no civil duas semanas antes mas, mais do que isso: já tinham se casado há muito mais tempo.

Ana e Léo se conheceram na faculdade. Ele, noivo, num relacionamento de 8 anos, com data de casamento marcada. Ela, uma menina/moleque, sem nem imaginar que conhecia o homem da sua vida e aproveitando toda a liberdade da juventude.

Léo, um apaixonado incorrigível, desfez noivado e pediu para namorar. Ana, fingindo não estar nem um pouco preocupada, aceitou, pra conhecer esse lado aí, de ser namorada.

Se adoraram, tornaram-se grandes amigos e companheiros. Na faculdade, eram sempre os que tomavam a frente de tudo, organizavam a atlética, organizaram a formatura. Inclusive fizeram discurso juntos na colação de grau.

Mas, antes do fim da faculdade, brigaram, terminaram, se separaram. Ele, de novo um apaixonado incorrigível, sofreu com os amigos, saiu para beber, tentou esquecer. Ela, mais uma vez com seu jeito desencanado, fingia estar tudo bem: tô nem aí pra ele. E foi ela que agarrou o moço de volta, num desses encontros de faculdades, em outra cidade — disse que era só pra matar a vontade mas ele foi firme: segurou a moleca. E eles voltaram.

Enfim, uma história de amor de estudante que vira amor de gente grande. Brigam, brigam e brigam. Mas não se largam. Acompanhamos todos os preparativos do casamento: cada coisa a ser resolvida, cada pessoa a ser convidada. E tudo sempre exigiu muita discussão, muitos "pode e não pode". Jornalistas que se prezem, contestam tudo. Ana e Léo aprenderam isso juntos na faculdade: não iam deixar de pôr em prática.

Pra fechar com chave de ouro, levei a noiva pra igreja e depois os noivos para a festa. E claro, eles brigaram inúmeras vezes no percurso da igreja para o salão. Normal e completamente saudável.

Amanhã eles voltam de lua-de-mel. Não vejo a hora de encontrá-los e participar da próxima etapa de suas vidas: fazer de seu apartamento, sua casa; crescer profissionalmente juntos; aproveitar muito os amigos. São sempre muitas coisas a fazer — mas juntos, eles são muito mais do que um casal, eles são pessoas que se complementam, que se completam. E vão trilhar muito bem seu caminho em comum.

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Viajar é preciso

Na minha opinião, existem duas categorias principais de viajantes: os que viajam para fugir e os que viajam para buscar. (Érico Veríssimo)

Na minha opinião, Érico Veríssimo tem toda a razão. Mas de qualquer maneira, fugindo ou buscando, a gente sempre se encontra nas viagens que faz.

Digo isso porque já fiz viagem para fugir — e foi quando mais me encontrei: não tive como fugir de mim mesma, de todas as decisões, de todas as conversas que sempre deixava para depois. O tempo da viagem abriu meus olhos e também me doeu muito. Foi uma libertação dolorida: fugindo, encontrei muitas respostas.

As viagens em que busquei coisas, respostas, amigos, vivências, foram as mais inesperadas. Sempre foi assim. Pra essas, eu nunca e sempre estou preparada. Qualquer coisa pode acontecer
— porque você está aberto para isso. Nessas viagens os olhos têm outra visão de tudo, de todos. O cotidiano deixa de acontecer: tudo é novo, tudo é possível. Eu amo isso e duvido qe exista alguém que não goste.

Agora estamos de novo com uma viagem a chegar: já faço planos para a minha viagem em outubro. Lugares a ir, para apresentar a Europa ao Marcelo, grandes amigas pra visitar (e que já estão organizando tudo para nossos festejos por lá).

Essa expectativa é a melhor parte de tudo! Hoje vamos tirar um tempo pra gente, pra namorar mapas, estudar guias de turismo, fazer planos. Não é bom?

Eu sugiro que você faça o mesmo: planeje. Mesmo que não seja para agora, é bom ter cartas na manga, saber o que quer, mesmo sem saber o que busca. As coisas vêm para as pessoas que tem mente e peito aberto!

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Emoório Biergarten: Cultivando Prazeres

1.6.07


"Vocação é diferente de talento. Pode-se ter vocação e não ter talento, isto é, pode-se ser chamado e não saber como ir."

Clarice Lispector

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Emoório Biergarten: Cultivando Prazeres

Friozinho bom para uma fondue

Como nesses tempos tem feito frio, temos que aproveitar para fazer esses programas que são quase impossíveis num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, como o nosso.

Por isso, eu não deixo passar a chance (melhor seria estar em Gramado, é claro!). Soube através de minha professora de francês que a fondue não é uma invenção francesa e que o de chocolate nem é muito conhecido lá na Europa. Fui pesquisar por aí e encontrei algumas informações:

A História da fondue

A fondue (palavra feminina que significa fundido ou derretido) foi criada na Suíça em meio à Segunda Guerra Mundial. Por causa das batalhas e do inverno rigoroso, os camponeses que moravam nas regiões montanhosas não tinham como buscar mantimentos nas cidades.

Para não morrer de fome, eles aproveitavam os restos de queijo, já que eram produtores de leite e fabricavam muito queijo. Com o principal ingrediente à mão e em fartura, acabaram inventando uma comida quente, simples, saborosa e nutritiva para agüentar o frio. A mistura ficava no fogo até derreter. Os camponeses, então, mergulhavam pedaços de pão no creme, enquanto borbulhava.

A iguaria só ganhou fama na década de 50, quando o chefe Conrad Egli, do restaurante Chalet Suísse, em Nova York, passou a servir o prato. Para complementar, criou a fondue de chocolate, que servia de sobremesa.

Apesar de ter surgido de forma rústica, a fondue se tornou uma comida refinada. Isso porque os ingredientes utilizados possuem um preço um pouco elevado, como é o caso dos queijos gouda, gorgonzola, emental e gruyère.

Veja as diferentes fondues e algumas dicas:


:: Fondue de Carne: escolha as carnes com textura delicada e sem gordura aparente. O filet mignon é o mais indicado por causa da sua maciez. Limpe-o bem e corte-o em cubos ou tiras. Não tempere a carne com sal antes de fritá-la, pois isso faria a carne soltar água e, conseqüentemente, o óleo iria espirrar.

:: Fondue de Queijos: se você fizer fondue em casa, os queijos mais indicados são Emmenthal, Bel Pease, Cheddar, Edam, Couda, Gruyére, Provolone (deve-se misturar com Emmenthal ou gruyére). Se a fondue engrossar, aqueça à parte um pouco de vinho (não use vinho muito doce para não empelotar) e despeje na massa sem parar de mexer. Se a fondue ficar muito mole, junte um pouco mais de queijo ralado até a massa encorpar.

:: Fondue Doce: além do chocolate, existem as opções caramelo e marshmallow.

Receita de fondue de marshmallow

Ingredientes: 2 xícaras (chá) de marshmallow, 1 bolo de chocolate (não muito mole).
Modo de fazer: coloque o marshmallow em uma bandeja refratária e leve ao fogo em banho-maria por 3 minutos ou até a água ferver. Retire do fogo, transfira para a tigela da fondue e coloque sobre o fogareiro. Opte pelo fogareiro com vela embaixo e leve à mesa. Corte o bolo em pedacinhos, espete cada pedaço no garfo próprio de fondue e mergulhe no marshmallow. Se quiser variar, sirva com morangos.

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