Blog da Gabi ;)

Divagações, citações, fotos, livros e viagens.
Amigos, família, planos, projetos, música.
Opinião, conversa pra jogar fora, vontade de escrever.

Emoório Biergarten: Cultivando Prazeres

30.7.07

Segunda-feira é dia de...

CERVEJARIUM!!!

(E hoje com gosto especial porque irei apresentar meu bar preferido pra minha amiga pseudo-holandesa e muito da entendida em CERVEJA! Vai dar samba do bom!)

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Cara de pau, eu!?


Naquele dia em que estava fazendo a "limpa" no escritório do meu pai, encontrei várias cartinhas e trabalhinhos de escola, tanto de meus irmão quanto meus.

Dentre eles, encontrei essa cartinha que fiz quando tinha 10 anos, para os pedidos de Natal. Fiquei de cara em como não me lembrava de um dia ter pedido essas coisas. Lembro menos ainda se ganhei... Pra falar a verdade, quem me conhece, sabe: tenho uma péssima memória! Mas, faço comentários sobre alguns dos detalhes da "cartinha" (Clique na imagem e veja em tamanho ampliado), que de qualquer maneira, é de morrer de rir (pelo menos pra mim)!


Vamos aos destaques:
* Bola de vôlei: desde quando eu me interessei por esporte? E note que pode ser substituída por uma bola de futebol de salão. Melhor ainda: digo que pode ser encontrada nas Pernambucanas! (Só faltou colocar o preço...)
** 1 disco da Top Model: posso dizer que em 1989, era essa a novela que passava na TV. E como eu já estava me interessando por músicas mais românticas, parece que isso já era uma pré-adolescência (comprovada pelo pedido de perfume).
*** Elementos: note como meu vocabulário é "rebuscado" em tenra idade!
**** Sem comentários para a assinatura com estrelinha.
***** Eu já tinha mania de colocar data. Ainda bem: assim, posso comprovar que tinha somente 10 anos - o que continua não sendo desculpa para uma letra tão feia!

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Brrrrrrrrrrrrrrr!!!!!!!!!!!!!

Segunda-feira NÃO é dia de fazer frio desse tamanho!

Quem é que consegue levantar da cama?
Quem é que consegue esquentar os dedinhos pra escrever?

É claro que, com o frio, todo mundo fica chique! Mas eu preferia era ficar embaixo do cobertor!

Segunda já é dia de preguiça. Com esse frio, então... É de matar!

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28.7.07

Protesto: Cansei! E isso é sério

Começou nesta sexta-feira, 27, a campanha do Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros. Liderado pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) - Seccional São Paulo e com a participação de diversas entidades e lideranças da sociedade civil. A campanha visa sensibilizar os brasileiros a pararem durante um minuto, às 13 horas do dia 17 de agosto, quando o acidente com o avião da Tam completará 30 dias.

O protesto deverá reunir artistas, personalidades, empresários, formadores de opinião e representantes de várias correntes religiosas em frente ao prédio da Tam Express, em São Paulo. A OAB/SP acredita que o gesto será replicado em outras cidades do país.

A campanha publicitária conta com peças de mídia impressa e eletrônica que mostrarão pessoas de todas as idades, raças e classes sociais descrevendo situações e fatos que contribuem para a sensação de caos, contra a qual esta campanha se posiciona. A campanha tem também um blog, no qual haverá espaço para comentários e divulgação de ações programadas para o dia 17 de agosto. A iniciativa não leva a assinatura de nenhuma agência ou produtora porque resulta da contribuição voluntária de publicitários, câmeras, fotógrafos, atores e produtores.

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27.7.07

Olha nós no Pinguim!!!


A bebedeira foi relax e a companhia, perfeita como sempre!!
(Estreando a "mánica" fotográfica!)

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26.7.07

Folga


A partir desta hora publicada, estou folgada!
Estou, neste momento, transferindo meu QG para o Pingüim do Ribeirão Shopping!

Sigam-me os bons!
(E aproveite quem puder!)

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25.7.07

Preparativos

A modelo alemã Alexandra Unger posa para fotos apresentando as canecas oficiais da Oktoberfest de 2007, nesta terça-feira, em Munique. A Oktoberfest alemã, a maior festa da cerveja do planeta, deverá atrair centenas de milhares de pessoas à cidade. As comemorações já têm data marcada para começar: o próximo dia 22 de setembro.

Ich gehe nach München, Deutschland, am die letzten Wochenende von Oktoberfest! SUPER!

(Hahahahha! No site oficial da Oktoberfest tem até dicionário pra você saber pedir a Massbier — uma caneca com um litro de chopp —: uma gracinha! Com desenhos bem característicos no layout e joguinhos!)

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Rendição

Depois de defender com unhas e dentes a fotografia analógica — continuo achando que ela tem um valor inestimável e que é muito mais arte —, me rendi e comprei a máquina fotográfica digital, que estava namorando há meses.

Portanto, a partir de agora, esse blog terá (até que enfim!) publicação online de todas as "fotas" que fizermos por aqui e por aí... Mas eu vou continuar tendo meus lindos álbuns de fotos, nada virtuais e super gostosos de compartilhar!


DELÍCIA!!! Tô parecendo criança com os olhos brilhando com presente novo! Só tenho que esperar as 12 horas para a primeira carga da bateria — isso sim, está me matando de ansiedade.

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Revolução

Ando realizando algumas revoluções na fazenda (que ainda vão causar algumas guerras).

Ontem, resolvemos (eu e Marcelo) "arrumar" um dos escritórios/depósitos do meu pai. O que significou comer muita poeira e jogar muito papel fora: 350 kilos de revistas, jornais, rascunhos, agendas antigas. Tudo analisado um por um, pra não ter perda de documento.

Gente... Uma batalha e tanto!
E só a primeira de muitas. Mas estou me sentindo uma heroína, que conseguiu fazer meu pai desapegar-se um pouco da velharia que ele guarda. E vocês nem imaginam o tanto de coisa que ele guarda (e nem sabe que tem!)...

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22.7.07

"Que é essa vida se, com tanto a fazer,
Não temos tempo para parar e ver?"

- do poema Leisure, do galês W. H. Davies (1911)

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20.7.07

Receita da boa!

Para o fim de semana com um tempinho bem ameno, sugiro
Licor de Leite!


Receita de mommy, que disponibilizei no Blog da Cachaça Gabriela.

Leitinho, canela, cachaça!
Gente.. É uma delícia!

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Homens são de Marte...

... Mulheres são de Vênus!


À esquerda, Marte — o quarto planeta do Sistema
Solar. À direita, Vênus imagem capturada pelo Telescópio Espacial Hubble em janeiro de 1995.

Abaixo, nosso Planeta, visto à noite, fotografado pela Nasa, de alguma maneira.

No fim, viemos todos do mesmo lugar... E vamos todos virar o mesmo pó!
E eu estou me tornando uma filósofa lunática!


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19.7.07

Metáforas e Jornal das Pequenas Coisas

Passeata de botões reivindica casa própria


Essa é uma das imagens de Rita Apoena, com um blog inspirador para qualquer pessoa. Quero todos os textos dela pra mim! Vale a pena cada letra, cada foto, cada comentário. Ela é show!


Sobre a poeira
Mas a poeira é só a vontade
que o chão tem de voar.
(dela tbém!)

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18.7.07

O comandante do acidente da TAM

Antes de tudo, um pai, um amigo, um “tio” das amigas, um cara muito bem humorado e um ser humano competente e extremamente responsável.

Henrique Stephanini di Sacco era pai de uma amiga. O comandante que estava à frente do vôo JJ 3054, da TAM, que vinha de Porto Alegre, com pouso previsto em Congonhas, ontem à noite, era um pai pra lá de legal, um “tio” que sempre adorava todas as amigas da filha e participava de suas vidas.

Agora, seria avô de seu primeiro neto. Gostava de plantas, curtia a família, batalhava para continuar pilotando, depois de 20 anos de experiência na Transbrasil, que faliu e demitiu todos os seus funcionários (ou quase isso). Virou palestrante e ensinava as pessoas que é fácil viver, “Sem medo de voar”. Queria escrever um livro. E teria muito pra contar: viajou o mundo todo, viu gente famosa, amava sua profissão.

Era um cara muito simples, que se interessava pelas pessoas, se preocupava com elas e extremamente engraçado: trocava de propósito o nome do meu pai, Hugo, por Ivo – só pra deixar a filha constrangida – tudo na gozação. Simpaticíssimo, com seus grandes olhos azuis, careca, cabelos brancos e um sorriso no rosto. Novo para ir, responsável demais pra brincar com coisa séria. Amava demais sua família.

Quando recordo, o que me vem à mente são seu sorriso e seus prazeres simples na vida. Tendo uma profissão tão cheia de glamour (pelo menos há algum tempo atrás), poderia ser muito menos do que era: humilde, sempre mostrou ser grande. Uma ótima pessoa para conviver e se espelhar.

Não podemos escolher a nossa hora – se pudéssemos, tenho certeza que quereríamos ir antes dos nossos entes queridos. A família que fica é quem sofre: será mais fácil culpar quem não pode se defender. Eu não acredito nem por um segundo que o “tio” Henrique teria titubeado. A gente sabe disso. E não dá pra esquecer a crise aérea que o Brasil vem passando; a reforma da pista do aeroporto, que está escorregadia; o mau tempo que deveria ter fechado o aeroporto — "crônica de uma morte anunciada".

Ele deixa sua esposa, a filha e seus dois filhos, uma nora e seu bebê. Além de todos os amigos de seus filhos, que adotou. Além de todos seus amigos e família. Além de todo o seu sorriso – que será sempre lembrado.

Sem medo de voar, o céu agora é dele para sempre!

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16.7.07

A idade de ser feliz

Mário Quintana

Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores, sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta, que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.

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13.7.07

Hoje é dia do Rock

No dia 13 de julho, o mundo reverencia o ritmo musical que abalou gerações, formou opiniões contestadoras e revolucionárias e foi motivo de dor de cabeça para muitos pais e mães: o Rock 'n Roll. O ritmo frenético surgiu no início dos anos 50, nos Estados Unidos, e tem a sua origem na música negra americana, mesclando um pouco de Blues e Country. A data só foi oficializada quando surgiu o primeiro Live Aid, em 1985, um festival de música beneficente, destinado a arrecadar fundos para as vítimas da fome na África, que aconteceu simultaneamente em Londres e na Filadélfia.

Entretanto, o rock só se tornou popular no mundo todo com a voz e gingado de Elvis Presley, que ficou eternizado como o Rei do Rock. Os grandes divulgadores foram Chuck Berry e Bill Halley and the Comets. Já a estrutura vem de antes, esboçada por Robert Johnson em 1939, que já tinha criado um tipo de “rock blues” com a canção chamada Red Hot Tomales. Talvez agora você entenda a influência na origem do nome da banda Red Hot Chili Peppers.

Nos anos 60, foi a vez de um grupo inglês estourar no mundo inteiro. Os Beatles enlouqueceram platéias nos cinco continentes. Nessa década também o rock passou a ter uma atitude mais politizada e contestadora. Surge a contra-cultura, e seu auge é o Festival de Woodstock, nos EUA. Nessa época destacam-se, também, os Rolling Stones, The Doors, Jimi Hendrix.

Nos anos 70, o rock já atinge um público cada vez maior. Passa a ser mais popular. É a cultura de massas atuando sobre a música. Surgem vertentes como o progressivo e o punk rock. Destacam-se bandas legendárias, que lotavam estádios em seus shows, como Black Sabbath, Queen, Led Zeppelin, Pink Floyd, Yes, Genesis, Kiss.

Os anos 80 são marcados por uma diversificação gradativa do rock. Embora muitas bandas desta época cultivassem um forte apelo contestador, muitos críticos lamentam a descontinuidade do puro rock 'n roll. É a vez do Pop Rock e da New Wave fazerem sucesso ao ritmo do The Cure, New Order, Bon Jovi, Talking Heads, Guns 'n Roses, The Police. No Brasil, surgem Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, Capital Inicial e Ira!

Seattle, anos 90. Esta cidade americana é berço de um rock mais cru, desleixado e visceral, batizado de Grunge. Uma banda em especial faz o mundo reviver a magia e o veneno da “música do diabo”: Nirvana. Mas foi por pouco tempo. Kurt suicidou-se aos 27 anos, mesma idade em que morreram Jimmy Hendrix e Jim Morrison. Outras bandas marcantes foram o Pearl Jam e o Alice in Chains.

E agora, ouve-se de tudo: do “velho” e do “novo”, o bom rock 'n roll é tão bom porque tem todos os estilos e você é quem escolhe o que lhe agrada mais!

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12.7.07

No trânsito

No seu carro. Este é o lugar que você passa mais tempo em São Paulo.

Por mais que não haja engarrafamentos, o trânsito é sempre infalível (e eu odeio todos aqueles motoboys com suas buzinas infernais). Haja paciência. E para ficar por dentro de São Paulo, o rádio funciona que é uma beleza. Band News e CBN nos dão notícias o tempo todo do trânsito, de política, de fofoca, de risada.

Enfim... Em São Paulo, curta o rádio.
Não sei dizer qual era a rádio que estava ouvindo quando lançaram o desafio: "o Cristo acabou de ser eleito uma das novas 7 maravilhas do mundo e nós, paulistanos, mais 'urbanísticos', podemos também eleger as nossas 7 maravilhas paulistanas". Depois, sugeriram dizer também o que mais é terrível em São Paulo. "Não vale menos ou mais do que sete".

Ok. Vou fazer minha lista (do pouco que conheço, é claro, no meu modo muito particular de ver SP):

SETE MARAVILHAS DE SÃO PAULO:
1. A Pinacoteca do Estado (e seu café, é claro);
2. O Museu da Língua Portuguesa;
3. O Ibirapuera (e o restaurante do MAM, é óbvio);
4. A Vila Madalena (precisa explicar?);
5. A FNAC (e todas as mega livrarias);
6. O requinte e desprendimento do povo;
7. Todas as possibilidades culturais da cidade (Ai, os cinemas!!! E os teatros...).

SETE COISAS HORRÍVEIS DE SÃO PAULO:
1. A buzina dos motoboys;
2. Paulistanos loucos no trânsito;
3. Pessoas dormindo na rua, com todo o frio de SP;
4. O ar poluído;
5. Algumas pessoas folgadas que conheço lá;
6. O stress de minha irmã em SP;
7. O medo de assalto, roubo, violência (mais do que tudo, o medo em si).

A gente pensa bastante no trânsito de São Paulo, viu!? Mesmo tendo que olhar pra TODOS OS LADOS mais de uma vez, antes de poder fazer qualquer manobra com o carro (mesmo que seja só pra ir pra frente)...

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Cheiro de viagem

Estivemos em São Paulo ontem. Tínhamos um encontro no Hotel Renaissance.

Paramos na Alameda Santos e a reunião seria na sala perto da Alameda Jaú. As ruas são paralelas e o hotel vai de um lado ao outro do quarteirão. Por isso, caminhamos por dentro do hotel. Loja de jóias; american bar com músicos tocando jazz; um teatro. E empresários salpicados por todas as poltronas do hotel, com seus laptops no colo, discutindo negócios, sem perceber a beleza à sua volta.


Arte nas paredes; escadas rolantes — sensíveis à sua presença
para funcionar —; funcionários prestativos, ávidos por um sorriso; gente bem vestida, com seus casacos para o frio de São Paulo.

Mas o melhor de tudo sempre é o cheiro: aquele chão com carpete fofinho e o ar condicionado funcionando a toda, num dia de frio em São Paulo. Inexplicavelmente, esse cheiro característico é de viagem. Começo a sentir o cheiro de viagem.

Hoje, voltando pra casa, paramos num desses Graals que tem pela estrada e, com o frio que fazia, mais uma vez o cheiro bom de viagem. Frio misturado com cheiro de café...

A Europa está se aproximando. Já começo a sentir os cheiros, ver as coisas com outros olhos. Sem contar o que ver e sentir faz a gente lembrar ...

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10.7.07

Vox Animalorum

(Roberto Pompeu de Toledo)

Em palpos de aranha, já farto,
ouvindo cobras e lagartos,
engulo sapos, dois a dois,
ponho o carro à frente dos bois,
tento, numa só cajadada,
pegar dois coelhos — que nada;
tropeço, insisto, arrasto as mágoas
... e dou com os burros n’água.

No mato, para onde corro,

percebo que estou sem cachorro.
Gato escaldado, mesmo fraco,
prossigo, e ao dar com os macacos

ordeno: “Cada um no seu galho!” —
mas se juntam e me avacalho.

Encaro a cobra e mato — mas qual!
... esqueço de mostrar o pau.

Agora chove, e é em vão que falo:
“Por favor, tirem o cavalo”.
Aceito o abraço do urso, vacilo
às lágrimas do crocodilo.
ouso cantar de galo, e no ato
apanho o mico e pago o pato;
sofro, caio, trombo me aleijo
... enquanto a vaca vai pr’o brejo.

Engulo mosca além da conta,
Giro como barata tonta,
e na hora em que a porca torce o rabo,
que vem a ser, ao fim e ao cabo,

a mesma em que a onça bebe água,
atraio a porca e a onça, afago-as,
apresso-me a fugir de esguela
... mas fica a pulga atrás da orelha.

Ouço um tropel. O chão sacode.
Lá vêm: expiatórios bodes,
criadas cobras, negras ovelhas,
vacas de presépio em parelha,
espíritos de porco em revoada...
Ganho montaria pr’a escapada:
é cavalo dado, um presente

... mas não agüento e olho os dentes.

Pronto. Chega de estripolias.
Moral da história, exata e fria:
não fosse a bicharada amiga,

como expor as muitas intrigas,
as peripécias e as dissídias
que fazem parte desta vida?
Dito o quê, repouso das canseiras
... pensando na morte da bezerra.

(Retirado, ipsis literis, da piauí)

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Só pra constar

Estou com o corpo moído.
Reflexo do tombaço que levei ontem, empurrando uma perua kombi.
Caí dando gargalhada. Agora, imagine quem viu o tombo de camarote: saíram de "fininho" pra não me deixar sem-graça.

Pois é... Use sua imaginação.
Pra dizer o quanto o tombo foi fenomenal (e de lado), só pessoalmente.

Mas foi um tombo de cinema. Com direito a ficar imunda, dos pés à cabeça.

Eu sou uma pata.

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8.7.07

Cerveja vai bem com o quê?












Não é só futebol. Saiba como harmonizar a bebida preferida dos brasileiros


O papo ainda não rola nas mesas de bar como nas confrarias de vinho. Mas a onda da harmonização, a arte de combinar cerveja com diferentes pratos, já veio dar na praia de bons entendedores. Veja abaixo, nas dicas que mestres cervejeiros, chefs e degustadores deram ao Guia da Cerveja (produzido pela redação do Guia Quatro Rodas e que eu vou comprar!), como melhor acompanhar os muitos tipos de cerveja disponíveis no Brasil.

# Abadia
Fondue de queijo e molhos apimentados
# Ale
Carnes vermelhas e de caça, queijos e frituras
# Bock
Embutidos, carnes vermelhas, queijos
# Champenoise
Sobremesas (!) sem chocolate
# Kölsh
Saladas, peixes, frutos do mar e molhos cítricos
# Lambic
Canapés com ricota, patês e caviar, bolos e frutas (! de novo!)
# Malzbier
Embutidos, massas com molho vermelho
# Pilsen
Churrasco, sushi, sashimi e outros pratos da cozinha japonesa, defumados em geral e até salgadinhos
# Rauchbier
Defumados em geral, assados de carne vermelha

# Schwarzbier
Porco, peixes, massas, risotos, frios, queijos
# Stout
Ostras, chocolate
# Trapista
Patos, carnes vermelhas, frutos do mar
# Weiss
Frios, queijos, saladas de folhas, pizzas


* Conteúdo retirado da Viagem e Turismo.

Agora, meus comentários (de pessoa que AMA cerveja e que ouve historinhas no bar):
A Abadia tem esse nome por ter sido feita primeiramente por abades, num lugar remoto da Alemanha – a receita é deles.

Sobre a Ale, tenho a dizer que brasi
leiro é metido: em Monte Verde, pedi uma Ale (exatamente como se fala. Na verdade, pensando com um acento no fim: Alê). O garçom invocado me respondeu, repetindo o nome mas, como se fosse um lorde inglês que falasse. O ser nem imaginava que bebi dessa cerveja até na Alemanha e lá, ela é Alê! Ou seja, você fala do jeito que quiser falar. Queria esnobar mas, odeio essas metidezas!

Engraçado a champenoise ser pra doces, né!? Mas realmente ela é produzida como champagne... Tem aquelas bolhinhas! Mas, não posso falar muito: só namoro. Ainda não tomei. A Eisenbahn (no site deles também tem muitas dicas de harmonização com cervejas), que produz a única do Brasil, a Lust. Mas é cara... Precisa ser pra comemoração!

A Kölsh, é típica em Colônia. A cidade de Colônia em alemão, se fala Köln. Percebeu a s
emelhança no nome? Então kölsh é proveniente de Köln. A cerveja é mais leve que a pilsen. Praticamente uma ótima substituta da água para os bebedores de plantão.

Bock, Malzbier e Schwarzbier são todas escuras e todas diferentes. Não é pra se esbaldar? A stout também é escura, mas é diferente... Não sou tão ligada nessas. Portanto, sem muitas informações.

Pilsen é básica e perfeita, trapista também tem essa história de padres fazendo a receita, weiss também é clarinha é muito gostosa – forte. A rauchbier, eu não conhecia, mas veja que legal o nome: rauchen em alemão é o verbo fumar e rauchbier é para defumados. Percebe como esses alemães têm lógica na língua?

Enfim, cer
veja está diretamente relacionada a Alemanha, a amigos numa mesa e inclusive à boa comida. Não é o máximo? Vou comprar o guia e depois conto mais, com mais propriedade de informações! ;)

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6.7.07

A Vida sempre sorri pra você

Basta enxergar

Depois de eu ter jogado tudo para o alto, num meio dia esgotante e ter ido dar umas voltas na tarde de ontem, coisas inesperadas aconteceram (porque claro, você tem que ter olhos para ver).

Fomos a uma feira de indústrias e, inesperadamente, um stand com massagem!!! E era o stand de um grande amigo (grande mesmo! Hehehe). Depois da massagem e megas estralos no pescoço, o convite para conhecer a nova casa desse grande amigo e mais ainda da grande amiga, que nos esperava lá, com toda festa.


E a palavra do dia foi: casa nova. E a palavra de ordem: comemor
ar com vinho e muita conversa boa, a visita inesperada. Pois é... Como Ka contou, nossos amigos juntaram suas escovas de dentes e montaram sua casinha. Quer dizer, casinha nada – um apartamentão! Já com o cheirinho bom dela, os detalhes dos dois, a vida compartilhada. (E um sofá de dar inveja! Quero um!!!)

Felicidade e bem-estar, relax... Tudo muito “de casa”, muitos planos para uma vida inteira. Confirmação de um amor muito maior. E muita conversa, muitas risadas, muitas garrafas de vinho.

Eu sempre digo: a vida sempre sorri pra gente. Voltei pra casa muito mais leve (quase flutuando, graças a tanto vinho). Foi uma realização ver minha amiga tão feliz, tão à vontade no seu novo mundo. Que seja pra sempre!

Ju, brigada por tudo, amiga! Que VOCÊ seja sempre assim!

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Fim de semana! Fim de semana!

Sobre o artista
Antônio Carlos Nicolielo nasceu na cidade paulista de Nova Europa, em 1948, e hoje mora em Três Rios, MS. Começou sua atividade profissional em Bauru - onde estudou Direito - tendo sido chargista político dos jornais Folha do Povo, Jornal da Cidade e Diário de Bauru. Em 1970, foi para São Paulo, contratado como chargista político dos jornais Diário de São Paulo e Diário da Noite. Foi ilustrador e capista da revista Visão, ao mesmo tempo em que ilustrava Status e Viaje Bem. Foi premiado na Bulgária e escolhido, em 1985, por uma comissão editorial européia, como um dos mais importantes caricaturistas do mundo, juntamente com Millôr Fernandes. Foi chargista e ilustrador da Folha de São Paulo e Folha da Tarde de 1985 a 1992. Tem obras no Museum of History em Bonn, Alemanha; House of Humor de Gabrovo, Bulgária; Museum of American Life - Hartford, Estados Unidos; Museum of Cairo - Egito; Museo do Humor de Galícia - Espanha. Em 2005, expôs seus trabalhos na Galeria Lafayette, em Paris, na França, durante o “Ano Brasileiro na França”. É artista contratado do Cartoonist & Writers Syndicate e New York Times Syndicate, que distribuem seus trabalhos para mais de 150 jornais no mundo todo. É também colaborador do jornal The New York Times.

Quando fala de seu trabalho, Nicolielo cita Nietzsche ao dizer que “a arte é um consolo metafísico para a existência. Ela é a grande possibilitadora da vida, da vitória do homem sobre a crueldade do mundo”.

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5.7.07

Erro de cálculo

FALTAM EXATAMENTE 90 DIAS!

Fiz as contas errado na semana passada: tinha certeza que faltavam 4 meses. Maaaas, na verdade faltam TRÊS meses pra embarcarmos pra Europa!

Tudo de bom. Mas tá me dando um super friozinho na barriga, a ansiedade de ter um monte de coisas pra resolver, alguns contratos importantes a fechar ou não...

Gente, sério: estou me "forçando" a bordar pra conseguir relaxar. MUITAS coisas a fazer e um pouco mais de tempo do que o normal, pra conseguir pensar.

Quando a gente está no sufoco, na correria, não pára pra pensar. Faz e resolve. Agora, estou conseguindo raciocinar, o que me faz ter mais dúvidas, normalmente.

É... Vida de executiva não é fácil! Mas eu vou me acabar na Oktoberfest, com certeza!!! (Só espero que até lá, o caos aéreo não tenha me causado uma úlcera e já tenha voltado ao normal!)

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2.7.07

Parati literária

Entre os dias 4 e 8 de julho, Parati fica melhor do que já é: acontece a FLIP - Festa Literária Internacional de Parati.

Para quem gosta de livros e seus autores, já é tudo de bom. O palco de discussões, palestras, o
ficinas, workshops, é famoso pela qualidade de tudo, equiparando-se aos festivais internacionais que acontecem no mundo todo. A programação com autores, artistas, músicos, é rica para discutir vários aspectos da literatura brasileira e estrangeira. Tem também os shows com grandes músicos, orquestras - outro atributo do evento, que vale a viagem. E além disso, a própria cidade de Parati, no Estado do Rio de Janeiro, é um passeio cultural, gastronômico e de relax absurdamente bom!

A cada ano a FLIP homenageia um expoente das letras brasileiras. Em 2007, Nélson Rodrigues é o destaque da festa. Capa da Revista Bravo de junho, o cronista é celebrado como um grande tradutor da classe média urbana de sua época, quando todos tinham os olhos voltados para a realidade rural do país.

Se puder ir, não perca a oportunidade de inalar cultura por todos os poros. Se não puder, vá mesmo depois: Parati é bom demais sempre!

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A menina que roubava livros – Lindo e triste

Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler.

Era de se esperar que o livro de Markus Zusak, fosse triste. Afinal, a história é contada pela Morte, que se apresenta como uma ótima blogueira, na sua forma de escrever. Ela vai e vem no tempo, para nos preparar às tragédias que estão por vir. A forma com que escreve a história é leve, mesmo sendo triste. E ela sempre tem cores para amenizar os acontecimentos.

O tempo é da segunda guerra mundial, e Liesel mora em uma cidadezinha (Molching) nos arredores de Munique, depois de ter sido entregue por sua mãe a outra família, já que não tinha como sustentá-la. Perde seu irmão, ganha novos pais e um grande amigo nas traquinagens, Rudy. Além disso, seu novo papai, um tocador de acordeão, é uma pessoa boníssima, que abriga um judeu no seu porão, em plena caça à “raça inferior”. Max, o judeu, é outro que faz com que Liesel enxergue o mundo de outra maneira e ainda saiba sempre como está o tempo, para contá-lo ao amigo que não pode sair do porão.

Liesel, que começa sua história criança ainda, não entende por que tem que adorar Hitler, por que as pessoas vão embora, o porquê das fogueiras para queimar os livros que tanto adora. E principalmente, por que todos têm tanto medo. Antes da morte, a vida ensina.

A todos que vai buscar, a Morte traz e vê no seu céu uma cor diferente – ou de guerra, ou de alívio, ou de desespero. E é lindo como ela explica cada cor que vê. Ela observa Liesel e a reconhece todas as vezes em que vem buscar alguém que é querido à menina.

A paixão de Liesel pelas palavras, que aprendeu com seu pai, escrevendo na parede, a faz roubar os poucos livros que tem, lendo e relendo-os várias vezes, para si e para os outros. E depois, é ela quem escreve a história que nos é contada pela Morte.

A maneira com que a menina encontra com a Morte é branda e muito bonita, mas foi essa senhora que levou a todos durante a guerra. E a gente imagina a dor que seja ver todos indo embora. É de chorar... E muito! E é lindo!

Muitas das palavras, dos palavrões, das explicações, não foram traduzidas do alemão para o português. Eu, que adoro a língua, fiquei mais apaixonada ainda pelo livro e quem não fala alemão, entende pelo contexto, percebe que se fosse traduzido, perderia o sentido. Enfim, muito bem amarrado, envolvente e que mostra uma Morte – por mais que diga que esta é a única qualidade que não tem –, muito simpática e quase humana.

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Emoório Biergarten: Cultivando Prazeres

Um domingo difícil

Começo a acreditar que sou má. Sem dramas e exageros, a pura realidade.

O caso é que odeio recado e odeio “ouvir atrás da porta”. Porque a partir desse momento, fico sabendo a opinião de quem está do outro lado, de quem eu tenho desavenças. E assim, começo a procurar as respostas para os motivos que me levaram a tomar uma postura diferente daquela esperada por tal pessoa “do outro lado” da história. Eu sofro antecipadamente a uma discussão, que possa vir a acontecer.

Porque quero ter argumentos quando e se essa pessoa quiser as respostas. Porque quero explicar por que acho que estou agindo da maneira correta. Normalmente, eu acho e pronto. Mas sem ter que dar explicações. Quando penso nelas antes mesmo de serem necessárias, faço uma bagunça na minha cabeça, começo a enxergar as coisas pela visão do outro e me acho má... Eu sei explicar muito bem para um amigo, pra você, as minhas razões, mas, me enrolo toda se tiver que explicar a razão para quem me feriu.

Acho que sou má porque vejo que o que disser vai machucar muito e ao mesmo tempo, o que ouvir talvez não seja o que quero ouvir. Covardia. Sou tão forte e tão covarde. Vejo os motivos como uma pessoa de fora e creio que tenho e posso muito mais do que deveria, que tinha que ser mais flexível e enxergar as coisas de uma maneira mais maleável.

Não sei... O pior é que nunca vou falar o que tenho pra falar. Eu sempre assumo a culpa. Prefiro ouvir e não magoar ninguém. Prefiro acreditar que EU poderia ter sido diferente – mas sei que, de qualquer maneira, minha postura não vai mudar, meu sentimento não vai mudar e nunca mais (talvez isso seja um pouco forte – espero) vou conseguir ser como já fui um dia: mais espontânea, menos exigente, sem enxergar além das evidências e brigas cotidianas que qualquer um tem.

Sou covarde, além de tudo, por preferir não explicar – porque explicar vai trazer à tona mais mágoas do que o necessário. Porque explicar talvez me coloque no lugar de vítima, e mesmo assim consigam virar o jogo – e eu não quero nenhuma das duas opções. Porque mexer com dores antigas só vai reascender brasas já amansadas com o tempo.

Por favor, não me mande recado; não me faça ouvir “sem querer” suas mágoas. Se tiver que falar algo, venha e fale na hora. Assim, não tenho tempo para remoer e deixar me corroer a ansiedade de dar explicações. Na hora, não tenho como fugir de você e de suas verdades. Mandando recado, me retraio e me confundo com as palavras – peso demais prós e contras para dizer a minha verdade e me escondo de você o máximo que puder.

Não é a primeira vez que isso me acontece. A angústia mais uma vez me faz sofrer e mais uma vez eu digo: sou fraca para essas emoções com hora marcada.

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