Blog da Gabi ;)

Divagações, citações, fotos, livros e viagens.
Amigos, família, planos, projetos, música.
Opinião, conversa pra jogar fora, vontade de escrever.

Emoório Biergarten: Cultivando Prazeres

29.11.07

Experiência Única


Heineken Experience — os caras são muito espertos. Fizeram um museu da cerveja holandesa, contando toda a sua história e forma de produção. Realmente: em Amsterdam tem de tudo. E esse passeio você não pode perder se gosta de cerveja.

Inclusive a praça na frente da antiga fábrica, onde hoje é o "museu", se é que se pode chamar o tour de museu, tem o nome da cerveja: Heinekenplein, onde passam os trams que podem te levar até lá (nós pegamos o 24).

O prédio, construído em 1847, foi estruturado para a tal da Heineken Experience. E que experiência! Você vê os antigos e novos anúncios da marca, a evolução de suas garrafas e logotipia, além de conhecer toda a sua produção, através de efeitos e propostas interativas.

Foi mantida toda a estrutura da fábrica, com seus alambiques de cobre, onde é feita a fermentação. Em outra sala, através de impressões 3D, você vê e sente como a cerveja é engarrafada, tampada e rotulada.

Mas o melhor mesmo é que, depois de pagar 11 euros pra entrar, você ganha 3 copos da cerveja para degustação nos dois bares que estão também dentro do espaço. E no final, ainda tem presentinho!

Vale cada centavo! Uma delícia!

P.S.: Acessei o site da Heineken Experience e acabei de saber que eles estarão fechados "for renovation" até junho de 2008. E olha que fecharam no dia 28 de outubro — quase que a gente perde essa experiência! Ainda bem que fomos no começo do mês de outubro! UFA!

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O mercado ao ar livre

Em Amsterdam, visitamos um mercado LINDO! É uma feira ao ar livre, que vende desde sapatos até peixe, passando pelas flores, é claro. Queijos de monte e também muitos temperos e verduras e legumes — tem de tudo! Conhecida como o Mercado Albert Cuyp (o nome da rua onde ela é feita).

É lindo! E não foge muito ao que conhecemos: gente tentando vender até a mãe, se deixar. Tem algumas banquinhas que são continuações da loja da própria rua. Também... Tem que ser assim: os estabelecimentos da rua têm que fazer parte da feira, já que ela funciona de segunda a sábado, o dia todo.

É arte pura! É bem limpa e vende peixes fresquinhos, queijos enormes, roupas usadas e novas, quadros, vasos, buquês de flores — sem contar o básico, que são as comidinhas, é claro. Um sonho! Veja as fotos:


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28.11.07

Só para constar

Ressaca e mau-humor, infelizmente, combinam.
Hoje eu estou uma bruxa de chatice.
Amanhã, se eu sobreviver, eu volto!

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Bem brasileiro


Olinda (PE) - Ornamento utilizado por participante da 9ª edição dos Jogos dos Povos Indígenas, que vai até sábado em Recife e Olinda.
Foto: Valter Campanato/ABr

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23.11.07

Oktober! Oktober! Em Munique

Fotos que contam tudo!
E essas são só da super seleção para o blog.



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O grande reencontro

Tem coisas que a gente tem que guardar com muito carinho na lembrança. Por isso, às vezes fica difícil colocar tudo em palavras — dá um certo medo de perder o sentimento ou ainda de não conseguir expressar corretamente o que se sente.

Pois bem. Vou criar coragem e escrever o que, acredito, possa chegar perto ao meu amor por essas pessoas: Carol, Kika e Thaís. É sempre com muito carinho que vou falar dessas três.
No ano de 2.000 estivemos todas pela primeira vez na Alemanha. A Kika e a Thaís já se conheciam e a Carol também já as tinha encontrado. Com a Carol, ensaiamos alguns encontros no Brasil, saímos pra tomar alguns chopps, mas não chegamos a nos conhecer tão bem.

Eu fui a última das quatro a chegar em Tübingen (onde fizemos o curso de alemão) e a Kika e a Thaís já estavam também em outra cidade. Portanto, minha primeira impressão da viagem foi Carolina: moça delicada, super educada — a sempre "polite". Não foi nem um pouco difícil nos tornarmos grandes amigas (graças a Deus! Porque senão, eu estaria perdendo muito até hoje). Depois, conheci Kika e Thaís e pronto: viramos as "meninas da Alemanha". Eu e Carol voltamos juntas ao Brasil depois de dois meses que estive lá. A Thaís voltou um mês depois e a Kika deu um jeitinho e ficou por lá mais um ano.

Voltamos a nos encontrar no Brasil várias vezes. Sempre fui mais próxima da Carol e também foi dela de quem mais me afastei nas minhas crises existenciais. Nos perdemos e nos reencontramos várias vezes — os afastamentos, eu assumo e me arrependo, sempre foram por minha total culpa.

Enfim... E nessas idas e vindas da vida, Carol foi a primeira a se mudar para a Europa, para fazer seu mestrado. As "meninas da Alemanha" desde que voltaram, tentaram achar meios de voltar para o velho continente (o que me inclui, até eu descobrir que meu lugar realmente é aqui). Depois, a Kika foi para fazer seu curso de especialização em germanística. E por último, a Thaís começou seu curso de pós também lá fora.
Sobrou eu aqui no Brasil. E também me sobrou muito tempo pra ter saudade, pra pensar nessa amizade, pra me arrepender de muitas atitudes e também pra ser perdoada e amada por todas — como sempre. E depois que todas foram embora, ficou difícil juntar todo mundo de novo: quando vêm ao Brasil, essas meninas são extremamente solicitadas (o que eu entendo, já que todo mundo as adora!) e a gente conseguiu se reunir algumas vezes.

E aí, acontece de Gabi ir à Europa. E de Carol me ligar e dizer pra eu ir antes e assim, nos reunirmos na Oktoberfest,
em Munique cidade que conhecemos todas juntas na primeira vez! E aí, Kika liga e diz que já reservou hotel e a mesa mas ainda não acredita que nós realmente vamos. E depois, Thaís no Brasil (quando a encontrei) dá certeza que também vai — mesmo a gente duvidando, porque o namo não iria.

Desde maio, quando decidimos viajar, expectativa: as "meninas da Alemanha" reunidas novamente, na Alemanha, fazendo o que mais gostam: se
divertir e tomar cerveja!

Vocês não imaginam o quanto esperei esse encontro. E por isso, estou procurando as palavras pra contar o quanto foi bom. Meio que já desisti: vou deixar as fotos contarem por si. Como eu disse, lembranças são lembranças
— às vezes, contar muitos detalhes estraga. E eu não quero estragar NADA! Foi tudo MUITO perfeito e foi MUITO BOM me divertir tanto e beber tão gostoso e abraçar e beijar essas GRANDES AMIGAS! "As meninas da Alemanha".

As fotos que seguem são do dia 6 de outubro, sábado, quando chegamos a Munique e visitamos a Oktoberfest à noite e do dia 7, domingo, em que passeamos pela cidade e nos acabamos (no bom sentido, porque somos meninas de família) na Oktober!

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22.11.07

Uvas no quintal

Margarida é uma pessoa que tem mãos para plantar. Foi ela quem pegou um pauzinho seco de nossa antiga parreira e "enfiou" na terra. Deste pauzinho seco, fez-se uma nova muda e voltamos a ter uma parreira de uvas em nosso quintal. Agora, elas estão assim, verdinhas ainda. Mas como tem muita gente que passa daqui pra lá, de lá pra cá no nosso quintal, estamos de olho para que elas consigam ficar maduras antes que alguém "bique".

Vendo como a parreira está ficando bonita, lembrei-me da fábula de Esopo e, para ilustrar o que é comum dentre muitas pessoas, vou reproduzí-la aqui (retirado do magnífico e raríssimo livro de minha mãe — "Fábulas de La Fontaine" —foi ele quem reescreveu muitas das fábulas de Esopo):

A Raposa e as Uvas

"Certa raposa, quase morta de fome, viu, no alto de uma parreira, umas uvas que pareciam maduras. De bom grado as comeria, mas, como não podia alcançá-las, disse:
— Estão verdes, não prestam, só os cães as podem tragar!
Eis, porém, que cai uma folha. Pensando que era uma uva, mais do que depressa volta o focinho.
E quantos são assim na vida: desprezam, desvalorizam o que não podem conseguir. Mas basta uma pequena esperança, uma mínima possibilidade para que virem, como a raposa, o focinho. Olham à volta, que vós os encontrareis em grande quantidade."

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O que eu mais gosto

Entre sexta e sábado da semana passada (no meio da emenda do feriado), fomos pra São Paulo e não teria como eu me esbaldar mais do que fazendo o que fizemos: além de irmos a bares legais, comermos bem e nos hospedarmos no centro da cidade (o que me deu um pouco de medo, infelizmente — mas tudo correu bem. Eu que sou meio neurótica), fomos a livrarias.

Primeiro, fomos à Vila Madalena, um bairro que por si só já vale o passeio: muitas lojinhas de artesanato, bares legais e... A Livraria da Vila: sempre namorei o lugar mas, como normalmente, quando vamos a Sampa, passamos ali à noite, nunca tive o prazer de entrar.

Hummmm... Uma delícia! Ela nem parece ser tão grande quanto é, olhando pelo lado de fora. É claro que eu já fiz meu cartãozinho de cliente cativa, pra já ganhar uns descontos. Mas, só de passear por ali, já valeu o passeio! Depois disso, fomos ao bar "Salve, Jorge!" — outro lugar que mereceu a visita. Estava sentindo falta de ir a lugares diferentes como esse.

Já no sábado, fomos tomar café-da-manhã na Galeria dos Pães: D-I-V-I-N-O! Não se pode chamar aquilo só de café-da-manhã e sim de brunch. Não comemos mais nada depois do banquete da manhã. E aí, dei uma enrolada em todo mundo que participava do passeio e quando viram, já estávamos dentro da Livraria Cultura, outra livraria que eu estava louca para conhecer (as fotos são todas de lá). Pra mim, ir a uma livraria é praticamente como ir a uma exposição de arte: não precisa comprar nada. Só de ver, folhear os livros, ver as pessoas e as crianças lendo — gente! Isso é uma delícia!

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21.11.07

Sem fim

Passei o "pseudo" feriado de ontem tentando escolher dentre as 4.683 fotos da Europa quais serão reveladas — a meta era escolher 400 fotos. Mas, até agora, consegui ver somente 2.000 fotos (porque eu tinha que trabalhar também) e destas, já separei 800 pra revelar.

Vou ter que fazer uma nova seleção....
Será que consigo escolher menos de 1.000, ao todo?

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15.11.07

Continuação: A história sendo feita









A gente subiu todo o caminho para os
castelos à pé. Mas ele também podia ser feito de charrete (preferimos guardar nosso rico dinheirinho para tomar cerveja. No meio do caminho, cheguei a me arrepender dessa escolha mal pensada).

Nós e ao fundo, o Castelo Neuschwanstein (a foto foi automática, com a máquina em cima de uma lata de lixo! Por isso que estamos meio longe...). E muita névoa!

Nós e lá em cima, à direita, o Castelo Hochenschwangau (nessa foto, pedimos pra um cara tirar. Mesmo assim, ficamos meio longe). E muita névoa (again!)!









A Bavária é a única região da Alemanha em que a maioria de sua população é cristã: nos prédios, há sempre muitas imagens de santos. E como disse o Marcelo, eles adoram São Jorge! Foi a imagem que mais vimos!
(A foto da Nossa Senhora é do castelo de "Max", a foto do Marcelo, que ao fundo tem uma imagem de São Jorge, é do castelo de "Lud".)

Você sabia que Neuschwanstein significa Novo Cisne de Pedra? O nome foi escolhido em homenagem a uma ópera de Wagner. E no castelo Hochenschwangau tem esse cisne aí do lado!









Como a gente foi num dia meio difícil de fotografar o castelo por inteiro, o Caspar tentou dar seu jeitinho, tirando a foto de um pôster a venda! (hihihih)
Na outra foto, eu e "Carlina", no corredor que leva à saída do castelo (acho que eram os serviçais que usavam esse caminho): uma pena não poder fotografar o castelo Neuschwanstein por dentro. É um desbunde de lindo! Parece mesmo de conto de fadas!

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A história sendo vista

Chegamos aos castelos!

Ao lado, o Castelo Hohenschwangau — ele está mais ou menos "pertinho" do Neuschwanstein — que foi residência do rei Maximilliam da Baviera. Pra chegar lá em cima, uma boa caminhada é necessária (pense que é uma subida!) e o frio não ajudava muito. Mas o caminho até lá é lindo: as folhas das árvores, no começo de outubro, já estavam mudando de cor e perdendo suas folhas. Um espetáculo, como podemos ver nas próximas fotos.

No castelo, fizemos uma visita guiada — com uma alemã, falando um péssimo inglês. O que deu pra entender é que o rei Maximiliam gostava muito da Grécia e que foi daí a inspiração para fazer a bandeira da região da Bavária: com as cores azul e branco, seguindo as cores da Grécia (olha a foto aí embaixo!).

Os castelos ficam perto das cidades de Hohenschwangau e Füssen: o castelo Hohenschwangau foi habitado pelo rei Maximillian, o Neuschwanstein, construído por Ludwig II, seu filho, inspirado nas obras do compositor Richard Wagner (que, na minha opinião, era a paixão da vida dele!).

Ludwig chegou a ficar noivo mas, alguns meses depois, desfez o compromisso — foi um solteirão convicto até sua misteriosa morte: ele gostava de nadar no lado, na frente de seu castelo (na foto, a névoa não deixa mostrar muita coisa). Um dia depois de seus médicos considerá-lo louco, ele sumiu. Não se sabe se foi nadar e se afogou, se alguém o jogou no lago ou se realmente quis se matar. O caso é que nunca encontraram seu corpo.

Ludwig construiu vários castelos mas, sua real adoração era pelo Neuschwanstein, que não teve sua construção finalizada (muuuuitos quartos!).

O rei queria que O rei queria que Wagner fosse morar no castelo para fazer suas composições e muitas de suas salas magníficas (mas que não podem ser fotografadas) foram inspiradas em suas obras. (Na foto acima, a continuação do caminho para o segundo castelo — nesse realmente eu quase morri: é uma bela caminhada, numa bela subida, numa bela paisagem. Haja fôlego!)

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14.11.07

Alemanha rural

Como eu disse há alguns posts atrás, no aeroporto de Munique alugamos um carro, naquele sábado de frio. De lá, pegamos a estrada para o Castelo
Neuschwanstein, o famoso castelo que inspirou Walt Disney para fazer o castelo da Cinderela.

Antes de chegarmos lá, bastante estrada: cerca de 3 horas de viagem, em que dormimos bastante e também tiramos muitas fotos, enquanto o Caspar fazia o serviço de dirigir. Veja essa foto aí de cima, de uma fazendinha à beira da estrada: olha a neblina. Estava frio ou não estava?

Veja mais fotos da estrada na Alemanha abaixo, com legendas:
Tratorzinho carregando lenha para as casinhas dos fazendeiros: lá tem lareira pra todo lado!
O navigator, carinhosamente chamado de "navi" e febre entre todos os motoristas da Europa, ajudou o Caspar a encontrar o caminho: super interativo, além de mostrar, ele também FALA o caminho pra você. De dar inveja!
Restaurante típico alemão, na beira da estradinha, que leva de uma cidade a outra: faixa simples e trator andando nela — imagine o "trânsito"!

Vaquinas suíças na fazendinha: por que será que não existe a raça de vacas alemãs? Só vi vaca suíça e holandesa! Que preconceito, não!?

E estamos chegando nos castelos!!!

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Um espetáculo de abraços

Ontem queríamos MUITO ter assistido ao espetáculo que teve em nossa cidade. O Teatro Mágico é um "sarau" diferenciado: o objeto principal é cantar. Mas, além disso, eles dançam, fazem malabarismos, usam de teatro e circo... O ator principal se veste de palhaço; tem um gordinho que se veste de bailarina; a caracterização de maquiagem e figurino seguem o estilo clown. Na internet, através do YouTube e mesmo por seu site e suas comunidades do Orkut, são já bem conhecidos. E usam exatamente esse recurso para se promover: o boca a boca e a divulgação online. Conheça acessando o site. Vale a pena! É lindo!!!

Pois bem... Chegamos ao clube onde seria o espetáculo e a fila já dobrava o quarteirão. Muita gente bem novinha — o que causou a demora para a fila andar: menores de 18 anos não entravam. E a gente lá, na fila, esperando a nossa vez e curtindo os tipos diferentes. Sabe como é estudante da USP, né!? Todo antenado, todo "tô nem aí". (Foram os estudantes de lá que organizaram.) E muita gente foi a caráter para o evento: com rostos pintados de palhaços, fantasias. Tinha até um Jack Sparrow andando por lá. Diversão garantida sem sair da fila. Além destes tipos, um grupo em especial nos chamou a atenção: eles andavam com nariz de palhaço (não sei bem porquê, talvez em homenagem ao espetáculo) e tinham em suas mãos um cartaz escrito ABRAÇO GRÁTIS. Eles se espalharam pela fila e ofereciam seu abraço grátis — um lindo gesto!

Continuando na noite de ontem: cansamos de esperar, a fila não andava e a gente via que ia ficando cada vez mais tarde (hoje ainda se trabalha, né!?). Desistimos, vendemos nossos convites e fomos para uma cervejinha no Cervejarium. Foi bom mas eu queria ter visto a apresentação.

Enfim... Hoje, meu digníssimo namorado começa a fazer suas pesquisas na Internet e encontra isso: Free-Hugs: com um cartaz nas mãos, você oferece às pessoas um abraço grátis, pra elas saberem que são importantes. E qualquer um pode participar — é só se propôr a isso.

Inspire-se nesse vídeo:

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13.11.07

Pra voar é preciso sonhar, diria Rolim

No último domingo, fomos a São Carlos a trabalho — acredita!? Em pleno domingo! — e aproveitamos pra conhecer o Museu Asas de Um Sonho, que há tempos estamos namorando, doidos pra conhecer.

O espaço é bem grande (um prédio de 20.000 m²) e você ainda pode ver, por uma janela, o hangar onde estão os aviões da TAM, em uso atualmente. Além disso, há um espaço reservado às homenagens e fotos do Comandante Rolim, que, junto com seu irmão, sonhou com o museu. Os irmãos Amaro começaram a reformar aviões antigos e muitas vezes raros — por hobby, para voarem com amigos nos finais de semana.

Mas, logo veio a idéia do museu. Nele, você conhece um pouco mais sobre a evolução da aviação no Brasil: primeiro, de responsabilidade da marinha e do exército, até ser criada a força aérea brasileira. E também muito sobre o 350º Regimento Brasileiro, que participou da Força Expedicionária Brasileira, a força militar brasileira que lutou na Segunda Guerra Mundial, ao lado dos Aliados, na Itália. O grito de guerra da equipe de aviação era "Senta a Púa" e eles inclusive tinham o mascote para ser pintado nos aviões.









O acervo conta com 70 aeronaves, algumas raríssimas e muitas em condições perfeitas de vôo. Ao lado de cada modelo, placas explicam como a aeronave foi encontrada, adquirida e restaurada. A que eu mais gostei foi esse aviãozinho vermelhinho aí embaixo:

"American Flea Ship

Este pequeno avião foi provavelmente na história aeronáutica o primeiro a ser projetado e construído por uma mulher. Além disso, antecipou o conceito atual de venda de kits e modelos do tipo "faça você mesmo". O American Flea Ship do acervo é certamente o único exemplar na América Latina e talvez o único no mundo em condições de vôo. Produzido em 1939 e importado pelo Brasil, voou poucas horas. Em 1942 seu proprietário, Joaquim Bicudo Ferraz, solicitou o cancelamento da matrícula temendo alguma requisição pelo governo para uso militar devido ao envolvimento do país na Segunda Guerra Mundial. Depois disso o avião foi desmontado, permanecendo assim por mais de 40 anos, até ser encontrado no fundo de um hangar em Itu, SP. Em 1998, foi minucionamente montado na cidade de Erechim, RS, por seu então proprietário, Com. Carlos A. Ramos, antigo piloto da TAM. E foi no mesmo ano incorporado ao acervo da EDUCTAM, por meio de uma troca por uma motocicleta."

Todas as plaquinhas são mais ou menos assim: explicativas e gostosas de ler! Assim, a gente fica sabendo um pouco mais de tudo, né!? Eu indico! Muito legal!

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12.11.07

Aeroporto de Munique completa 15 anos

No nosso primeiro fim-de-semana na Europa, grande estilo: fomos para Munique de avião, a partir de Amsterdam. Nem se compara o avião da Lufthansa com os aviões que fazem os vôos regionais no Brasil. Porque viajar da Holanda para a Alemanha é um pulo — pra eles, um vôo regional mesmo, de tão pertinho que fica um país do outro.

Aí, ficamos encantados com o aeroporto da cidade: lindo! E enooorme! Aí em cima, a foto do teto do aeroporto — mas esse teto é da área livre que tem entre um pavilhão e outro: um, foi o que desembarcamos, o outro tem as empresas que alugam carros (e com certeza muito mais coisas, que a gente nem chegou a ver, porque Caspar queria pegar nosso carro alugado logo!).

Na área livre tem um trem da Deutsche Bahn, praticamente como uma obra de arte a ser apreciada. Bem legal! O aeroporto é funcional e além de tudo, muito bonito!

Agora, pondo a leitura em dia, leio na Revista Brasil Alemanha que o aeroporto de Munique está completando 15 anos este ano. Então, vamos às boas informações sobre ele: Nesses 15 anos, graças ao aumento de se tráfego, visivelmente maior quando comparado aos de outros do ramo, este aeroporto subiu no ranking mundial de aeroportos com o maior número de passageiros: entre 1992 e 2006, passou da 51ª posição para a 31
ª. No mesmo período tornou-se o número 7 da Europa e na Alemanha, passou do terceiro para o segundo lugar. Desde sua inauguração, foram registrados um fluxo de 316 milhões de passageiros e 4,5 milhões de pousos e decolagens. O número de funcionários também apresentou crescimento: enquanto em 1993 eram cerca de 15 mil empregados, no verão de 2006 o número passou para 27,4 mil pessoas.

Segundo as previsões, o índice de crescimento do aeroporto de Munique continuará subindo. Em 2020 são esperados cerca de 56 milhões de passageiros. Para isso, já é planejada a construção de uma terceira pista, aumentando a atual capacidade de 90 pousos e decolagens por hora para 120. Além disso, há também um projeto para a construção de um "Transrapidstrecke" — transporte rápido — entre a estação de trem de Munique e o aeroporto.

A Alemanha não é o máximo?

P.S.: Notem uma coisa muito importante: começo a falar do nosso terceiro dia de viagem só hoje. Foram 29 dias — imagine o tanto que eu ainda tenho pra escrever! Só que eu posso dizer: o melhor vem agora! A Oktoberfest foi IMPAGÁVEL! (Mas antes dela, que foi quebradeira no domingo, vou contar sobre o nosso sábado, que começou cedinho em Munique, ok!?). A diversão está garantida aqui nesse blog: fotos e fatos comprovarão TUDO!!!


Eu e o Baby, no aeroporto de Munique!!!

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Janelas para o mundo

Aproveitando as janelas características de Amsterdam, uso do sentido figurado para dizer: Abra as janelas e receba os presentes da vida — o sol vai entrar, as cores vão colorir seu dia!

Aproveite a semana curta! Pense: são só três dias de trabalho pra chegar quinta-feira! E melhor: tem gente que, como eu, tem o privilégio de ter feriado municipal dia 20 de novo, dia da Consciência Negra! Serão SEIS dias de folga (pra quem pode tê-los, é claro!)!


Prepare-se para o feriadão!

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11.11.07

Proef — O bar em Amsterdam

Nossa primeira sexta-feira na Europa foi, é claro, na balada: Carol nunca nos desaponta quando escolhe o que fazer para animar a festa!

Esse bar que fomos, com o nome Proef, tem "somente" 14 (ou 17? Não me lembro...) tipos de cerveja "von tap" — o que significa na chopeira, sendo tirada direto no copo
— nada de garrafas. E cada uma das cervejas ainda tinha diferente tipos: clara, escura, com alta fermentação, refermentada no barril... Enfim, pra todos os gostos! Foi FANTÁSTICO! Sem contar que o visual é muito legal e o atendimento foi melhor ainda (o que é meio difícil entre os mal-humorados holandeses). O melhor do lugar é que o tram passa em frente e não há dificuldade nenhuma em achá-lo e também pra ir embora alcoolizados como estávamos (quando estávamos chegando, a polícia estava fazendo uma batida com os donos de bicicletas que passavam: teste do bafômetro rolando solto!).

Tomamos cerca de 5 cervejas diferentes: alguma delas foi frutada, o que não gostei muito. Mas, não me lembro a marca. As que marcaram, foram as que foram fotografadas (porque só assim pra lembrar o nome depois do "turismo etílico"): a Maredsous e a Aflligem — graduação alcoólica alta. A primeira, eu tomei a clara e o Marcelo a escura e fizemos uma troca pra experimentar: as duas são muuuito boas! Já a Aflligem, tomamos duas vezes: a pils (clara) é melhor! E claro: as duas são belgas!


Agora, a melhor parte do bar ficou para a comida: pedi um prato que, segundo o Caspar, é típico da Holanda: carne da barriga da vaca (não me pergunte qual é a parte porque ninguém soube me falar o nome da parte, a não ser em holandês — impronunciável), com um molho do tipo madeira, saladinha e o melhor: uma pêra cozida no vinho (o super típico no caso). Gente... Só de lembrar dá água na boca. Gostaria de lembrar o nome pra indicar mas, se tiver a oportunidade de comer um prato que tenha a tal da pêra cozida no vinho não deixe passar: é divino! Sem contar que a carne era extremamente macia e bem alta! DIVINO!

Foi nesse bar que começamos a "aventura" de roubos de copos e taças. Essas duas da Affligem fazem parte de nossa coleção hoje. (Dica: se vai a um bar legal, sempre vá com uma bolsa grande! hehehehehe!)

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9.11.07

Love is in the air

Passeio de barco pelos canais de Amsterdam, no fim de uma tarde de sexta-feira em que primeiro choveu e que depois, fez aquele sol delícia de depois da chuva. Se você e seu namorado têm espírito romântico, nada melhor para se sentir nas nuvens, navegando sobre as águas deste lugar tão bonito... Se não pode ir à Holanda agora, faça planos: fins de semana são perfeitos para novos planos!

Bom fim de semana!

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8.11.07

Cultura!

A prova de que a cultura do primeiro mundo é um pouco mais culta: enquanto espera alguém que queira conhecer Amsterdam numa carruagem, o cocheiro — e guia lê. Não é lindo?

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Livraria a céu aberto

Toda sexta-feira, em Amsterdam, tem uma feira de livros usados, antigos, velhos e lindos na "Spui" — uma praça bem perto do centro da cidade, que já tem duas livrarias, pra todo dia, um monte de barzinhos e, pra variar, vááárias bicicletas. Além de lindas árvores e o tram passando no meio de tudo isso....

A praça é ao redor da estátua de Lieverdje — obra do escultor Carel Kneuman, que representa um menino de rua —, aliás, doada para Amsterdam
por uma indústria de tabaco. Nela, durante os anos 60, aconteceram muitas das manifestações dos "Provos" (abreviação de provocação), anarquistas que defendiam a contra-cultural e que debochavam das tradições da monarquia holandesa.


Voltando ao assunto principal: o que mais me encantou, como sempre, foi descobrir a feira por acaso, depois de andarmos por todo o centro da cidade e termos visitado o Museu Histórico de Amsterdam, que é o máximo para compreender melhor a história dos diques e dos canais da Holanda. Nele, entendi o porquê do nome Amsterdam: eram duas principais famílias que começaram a povoar a região e elas eram divididas pelo dique principal da região, o "Dam" (onde hoje é a praça central da cidade). Uma das famílias, a que se sobressaiu na "colonização", tinha o nome de Amstel (sim! O nome da cerveja!!!) e como ela se tornou mais forte do que a outra, o nome do dam principal se tornou Amsteldam (dique da família Amstel). Com o tempo, não se sabe porquê, o nome oficial mudou pra Amsterdam (eu tenho uma teoria: como os holandeses ADORAM o RRRRRR, resolveram facilitar suas vidas!).

Voltando ao assunto de novo: flanamos entre os livros, observamos as pessoas, aproveitamos o sol que se abriu na tarde, depois de uma chuvinha chata que teimava em cair. Estava eu, mais uma vez, encantada com as surpresas que uma cidade tão bonita pode nos dar. Mas ainda não foi nesse dia que eu escolhi o meu novo livro em inglês, pra trazer pra casa. Quem me apresentou à livraria da esquina dessa praça (que tem um tronco de árvore imenso no meio dela, passando pelos quatro andares de livros que ela tem!) foi a Carol, num outro dia delicioso. Mas essa história e o livro que eu escolhi pra ler nesse dia, eu conto depois... ;)

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Exposição “Reclames - a evolução da propaganda no Brasil” em Santos

A evolução da propaganda é um verdadeiro retorno ao passado. Desde o início da civilização, dos “almanaques”, passando pelos carros de som, rádio e TV, até a atualidade com os projetos multimídia e internet. A exposição “Reclames – a evolução da propaganda no Brasil” tem o objetivo de retratar essa trajetória a partir do século XIX com um olhar tropical, ou seja, com o talento e criatividade das diferentes produções publicitárias no país. (Ao lado, arte de 1905.)

A exposição está disposta em 22 painéis com reprodução de textos, ilustrações, imagens, fotografias, vídeos que marcaram época — muitos deles inéditos ao público em geral —, jingles e produtos, resgatando a história, objetivos, transformações e evolução da propaganda no Brasil em seus diversos meios de comunicação.

Depois de passar pela cidade de São Paulo, a exposição aportou em Santos e está aberta ao público, com entrada franca, até o dia 17 de novembro, no Museu da Imagem e do Som, na Rua Pinheiro Machado, 48.


Um pouco da evolução — No século XIX a história da propaganda começa a ser trilhada a partir de mudanças sociais, envolvendo economia, cultura e tecnologia. Apesar de outras formas de propaganda como cartazes, painéis pintados e folhetos avulsos, o jornal impresso se torna o grande meio para anunciar compra e venda de utensílios e propriedades, ofertas de serviços, realização de eventos oficiais. Não havia pagamento aos veículos por sua divulgação.

Com o passar dos anos, a prática de anunciar cresce muito, e o que era gratuito torna-se fonte de renda para os veículos. Surge assim um novo nicho explorado pelos jornais invertendo a lógica comercial jornalística, até então vigente, que tinha no assinante a garantia de negócio. Depois aparecem as revistas e a linguagem da propaganda começa a ganhar grandes contribuições artísticas de diferentes áreas aliadas aos avanços tecnológicos, firmando a propaganda brasileira e culminando com a abertura das primeiras agências de publicidade em São Paulo. ( Ao lado arte de 1921.)

O rádio se tornou grande aliado da propaganda por sua crescente popularização no Brasil, que a partir de 1931, quando o governo federal passou a conceder à iniciativa privada a exploração do sinal, as agências passam não só a confeccionar jingles e publicidades como também produzem os programas que são patrocinados por grandes empresas, como o Repórter Esso. Os principais anunciantes são lojas de departamentos, restaurantes, lanchonetes, xaropes, remédios e produtos alimentícios. O mercado publicitário cresce e os profissionais da área sentem a necessidade de se organizarem e para tanto surge a Associação Brasileira de Propaganda (ABA), o Conselho Nacional de Imprensa (CNI) em 1949, e posteriormente a Associação Brasileira de Agência de Propaganda (ABAP).
Nos anos 50, o sonho da sociedade de consumo, na qual todos têm acesso, mesmo que na teoria, a novas tecnologias, se instaura nacionalmente, ganhando força em 1956 com Juscelino Kubitschek com o slogan “50 anos em 5”. Um automóvel, uma geladeira, um fogão, uma máquina de lavar, tudo ao alcance, bastando apenas parcelar em suaves prestações. E é neste panorama que surge a televisão, que traz grandes mudanças e possibilidades ao mercado publicitário.

Mais uma vez, a exemplo do rádio, a publicidade conduz os anos iniciais da televisão no Brasil. À medida que o país cresce, o setor de propaganda e de publicidade também cresce e conse-
qüentemente a TV. As “garotas propagandas”, dos programas e comerciais ao vivo, ganham fama e prestígio e as mais importantes foram Idalina de Oliveira, Meire Nogueira, Wilma Chandler, Odete Lara, Maria Rosa e Neide Alexandre.
(Ao lado arte de 1920.)

No século XX a propaganda e a publicidade se consolidaram dos reclames de outrora. O talento e criatividade marcam os passos dos novos agentes do setor neste milênio, que impõe novos desafios e ao mesmo tempo inúmeras possibilidades de expansão de um setor consolidado. Nestes tempos digitais, o ambiente é propício às cabeças criativas dos “vendedores brasileiros de sonhos dourados” que têm hoje no ciberespaço a possibilidade de transpor limites jamais imaginados pelos que iniciaram a caminhada.

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Emoório Biergarten: Cultivando Prazeres

Torne-se exemplo da anormalidade!

Via email, recebi da tia Kika o ótimo texto abaixo e confesso: a mediocridade pra mim, é se tornar normal — viver dentro de normas e regras que você mesmo se impõe e através delas, ter a capacidade de perder seu precioso tempo a julgar os outros.

Vá viver! Fuja da normose! Quebre suas regras!
Ser igual a todo mundo é uma chatice...

Concorde comigo e com Marta Medeiros:

NORMOSE

Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito “normal” é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido.

Quem não se “normaliza“ acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha “presença“ através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.

A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu “normal“ e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

Martha Medeiros
05.08.07
Jornal Zero Hora - Porto Alegre - RS

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7.11.07

A verdade escrita

Lendo a Revista Bravo do mês de outubro (sim, estou atrasada com minhas leituras mensais), que está ótima, diga-se de passagem, li um artigo de João Gabriel de Lima muuuito bom, falando sobre os novos escritores, a blogosfera, a atual realidade da literatura — o escrever sem se preocupar em quem exatamente vai ler. E mais: os escritores de hoje que assumem a única profissão de escritor. Ele, João Gabriel, é escritor e também jornalista. Como muitos outros têm outras profissões além de escrever.

Enfim... Se tiver a oportunidade, leia. Antes do artigo, há uma matéria sobre os escritores dos anos 00 e nos fala dos ícones dos anos 80 (Marcelo Rubens Paiva, com "Feliz Ano Velho") e 60 (Fernando Sabino, com "O Encontro Marcado"). A questão é: quem é o escritor da nova geração? E o que ele vai registrar como sendo desta geração?

Voltando: lendo o artigo, achei a opinião do final o máximo:

"Escritores são ladrões de histórias e idéias alheias, mas às vezes prestam crédito."

(Eu não me considero escritora mas sempre achei que tudo que escrevo é uma cópia de alguém, uma vivência de alguém. Por isso, nunca levei muito a sério essa história de ser a dona da história. Porque nunca sou. E achei alguém que concorda comigo!!!)

Nossa... Surtei demais na divagação dessa vez? :P

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Os meios de transporte de Amsterdam

Bicicleta é o que mais tem em Amsterdam! E é bom sempre tomar cuidado para não trombar com uma!

As leis do trânsito na Holanda seguem o seguinte princípio de direitos:

:: 1º, o pedestre;
:: 2º, a bicicleta;
:: 3º, o tram;
:: 4º, o carro.

Só que não é bem assim que funciona, não... Se você, pedestre, não ficar esperto, com certeza vai ouvir alguém gritando uns Rs impronunciáveis (isso significa: xingamento em holandês — a língua que, pra ser falada, tem que ter muita garganta!).

Mas, com certeza o trânsito funciona melhor do que aqui. Senão, seria uma loucura porque onde passa pedestre, muitas vezes também passa carro, bicicleta e tram — como nos nossos calçadões mas, onde pode passar de tudo.

E qualquer lugar é lugar de estacionamento de bicicleta. E de qualquer jeito é jeito de estacionar a bicicleta — até de ponta cabeça, até em pedaços... Aqui, uma seleção só das melhores fotos. Um sonho de lindo:


O pessoal enfeita suas bicicletas com flores de mentirinha (isso quando não estão carregando buquês de verdade).

Olha a bicicleta atrás de mim: ela está amarrada na ponte, pro lado de dentro do canal, de ponta-cabeça!

Uma bicicleta de mãe: carrega crianças e compras.

As bicicletas são muito altas para míseros mortais como eu.

Esse estilo combina perfeitamente com as ruas livres de Amsterdam. Psicodélico quase...

"Vejo flores em você!"

Agora, se você realmente acha que o trânsito é anárquico, está muito enganado: tem polícia pra todo lado e batidas nas calçadas. O que isso significa? Vou explicar: guardinhas páram pessoas que estão andando de bicicletas e que não têm as luzes que toda bicicleta deve ter: lanterninha, luz vermelha atrás... E dá multa de 30 euros!!!

Além disso, também fazem o teste do bafômetro (fazem mesmo!!!): se você tiver uma gota de álcool no sangue, não pode estar em cima de uma bicicleta. Você pode empurrar, andando, a sua bicicleta mas, não pode estar "dirigindo" a bicicleta. Essa foi uma das coisas que eu mais vi: gente que, quando via a polícia, pulava da bici e ia empurrando... Porque na Holanda, como na Alemanha, cerveja é que nem água!

E pra você que não sabe o que é um tram, segue a foto abaixo. Explicando: é um bondinho elétrico moderno. Se São Paulo tivesse mantido seus bondinhos do passado, com certeza eles seriam assim hoje. E olha... Que facilidade pra andar de um lado ao outro da cidade, viu!?

Note o tram e o estilo fashion da holandesa: aqui, todo mundo é chique, bem!

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Um dia especial

Feliz aniversário, Key!

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6.11.07

Problema

O blogger resolveu não funcionar com ftp. Não sei o que fizeram mas, não consigo fazer upload de imagens para os textos e nem ao menos publicar os textos, esteja como estiverem — sem imagens.

Portanto, vou postando e não publicando — porque o blogger não deixa. Juro que estou tentando!

Quando ele resolver voltar para o seu bom-humor habitual, acabo de colocar as fotas e publico tudo de uma vez!

É triste mas, o que era pra ser texto novo vai parecer velho...
Estou frustrada!

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5.11.07

Chegada em Amsterdam

Chegamos em Amsterdam às 12h - no dia 4 de outubro, a diferença de fuso horário entre Brasil e Holanda ainda era de 5 horas. Depois de uma noite super mal dormida — avião tem sua área econômica muito pequena. Tenho que fazer um upgrade na carreira e passar pra executiva, viu!? —, nossa única vontade era chegar na casa da Carol, tomar um banhão e dormir. Porque com a gente não tem dessa de virar europeu, não: banho é fundamental!

E veja que lindo o que tem no aeroporto: flores. Sempre muitas flores por toda a Holanda! Essa foi uma das impressões mais legais que tive nesse país: as pessoas são individualistas, cada um cuida da sua vida e pronto. Mas acho que cuidam muito bem porque SEMPRE víamos gente andando nas ruas, de bicicleta, à pé, no trem, levando um buquê de flores pra alguém... O Marcelo me disse que tulipas já foram moeda de troca no país e por isso que depois, o dinheiro se chamava "florim" — você sabia disso?

Enfim, pegamos o táxi no aeroporto (e o cara deu a maior volta com a gente, pra ganhar mais
sacanagem!) e chegamos na Carol com essa deliciosa surpresa:
(clique para ampliar)

E depois de dormirmos um bom bocado, fomos dar uma volta somente ali por perto da casa da Carol. Afinal, a gente foi pra descansar mas, só dormir não pode, né!? E já começamos o passeio etílico: a Heineken é holandesa e mais conhecida. Então, começamos o passeio com uma Grolsch — que é outra cerveja de lá e que deve ser considerada uma das mais comuns, como a Skol é aqui pra gente. Mas o gosto não se compara... Bem mais suave e melhor: servida ao natural! Nada de gelo pra disfarçar o sabor. Como por lá já estava um friozinho bem bom (cerca de 10 graus), a cerveja fica no ponto!

E nem pense que estávamos bêbados com o que vou contar agora: sentados no café (todo café serve cerveja por lá), à beira de um dos canais de Amsterdam, presenciamos algo inusitado. Na outra margem do canal, um cara estaciona seu carro, um Smart, desce, vai até a beiradinha da água, põe seu pipi pra fora e.... rega a água!!!!

É... Coisas inacreditáveis acontecem quando menos se espera... Pior pra ele que nem imagina que foi fotografado... hihihihih!

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4.11.07

Você é elegante?

Talvez o texto ajude a fazer você começar sua semana de uma forma diferente, com outros olhos:

A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples 'obrigado' diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer. Porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros.

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. É elegante o silêncio, diante de uma rejeição.

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens. Abrir a porta para alguém é muito elegante. Dar o lugar para alguém sentar é muito elegante.

Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma. Oferecer ajuda é muito elegante. Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social.

Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.

(Adaptação de trecho do livro "Educação Enferruja por Falta de Uso" do pintor pós-impressionista francês Toulouse-Lautrec - 1864-1901)

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O que é uma viagem SENSACIONAL

Essa é a parte de agradecimentos

Antes mesmo de contar como tudo foi perfeito na nossa viagem à Europa, a primeira coisa que tenho que dizer é: como é bom ter amigos. Mais do que qualquer coisa, se sentir seguro e ter apoio pra tudo, faz toda a diferença na vida da gente. Esteja você onde estiver.

Por isso, tenho que agradecer 3 pessoas e seus respectivos namorados e dizer que vocês, queridas, são essenciais para eu ser quem sou hoje. Vou escrever sobre cada uma na ordem em que fiquei nas suas casas:

Carol – a querida “Carlina”.
Estivemos hospedados no seu lindo apartamento, no meio de um parque em Amsterdam entre os dias 4 e 11 de outubro e depois, entre os dias 27 de outubro e 01 de novembro. (Ou seja, praticamente MORAMOS na casa dessa minha florzinha).

Pois então... A Carol é uma pessoa que acompanha minha vida, minhas crises, meus sumiços e meu falatório desde nossa primeira viagem à Alemanha, quando nos conhecemos, em 2000. Devo a ela praticamente todas as resoluções que tive desde minha outra visita à sua casinha, em 2005. Obrigada, Carol!

Meu orgulho, essa menina mora, trabalha e vive num país completamente diferente do seu e se adapta como ninguém. Com um senso prático absurdo é sempre ela a líder de nossas “excursões”. Um exemplo a ser seguido, tem suas dificuldades, como todo mundo, mas não perde o rumo — mesmo quando acha que perdeu. Querida, vejo em você uma força que não encontro em mais ninguém.

O casal Carol e Caspar nos hosp
edaram, fizeram jantares pra gente, nos proporcionaram todo o bem-estar possível pra nos sentirmos completamente à vontade. Objetivo alcançado: obrigada, pessoas! Quero retribuir em triplo e dizer que não tem nada que pague essa amizade com pessoas grandes! ;)

Thaísh – a noiva.
Estivemos no AP moderníssimo (num prédio antiqüíssimo, que tem porão!) da Thaís entre os dias 11 e 19 de outubro, enquanto trabalhávamos na ANUGA, feira que aconteceu na cidade dela: Colônia, na Alemanha. (Ou seja, além dela – que trabalha muito! –, nós também ralamos bastante nessa semana).

A Thaís é a amiga ligada no 220. Passamos com ela, infelizmente, nossa semana mais difícil: aquela de tensão porque tínhamos que fazer a feira dar certo. Afinal, a viagem aconteceu porque tínhamos que trabalhar, né!?

E aí, eu descobri que essa menina também trabalha muito! Creio que seja por isso que ela seja tão agitada! Toda a energia positiva dessa menina fica ali guardadinha em seu escritório (ela trabalha em casa) e sempre que estamos juntas, ela usa e abusa disso a seu favor, já que SEMPRE é atenciosa, uma pessoa super pra cima e interessada!

E junto com ela, ninguém menos do que Christian! Que não perde em nada pro agito. Na verdade, se ela é ligada no 220, ele dever ser ligado no 440 – não pára um segundo. Agora, a maior preocupação dos dois é o casório que acontece ano que vem – desejo toda a sorte do mundo pra esse casal, que passa por uma fase de várias mudanças (inclusive de apartamento!).

Gente, foi muito bom passar esse tempo com vocês. Obrigada por tudo e pretendo retribuir a fondue com vinho BRANCO, com muita cerveja no Cervejarium!! ;)

Kikíssima – a “tia” Kika.
O fim de semana mais frio de nossa viagem foi passado na casa quentinha da Kika – entre os dias 19 e 23 de outubro, no alto das montanhas, na cidade de Dabringhausen, um distrito de Wermelskirchen, com árvores mudando de cor. Não é a coisa mais romântica do mundo?

A Kika virou tia Kika porque ela é uma ótima “facilitadora de viagens”: tem todas as dicas de todos os lugares charmosos que nos levou, conhece muito da história da Alemanha e sempre prima pelo bem-estar de seus convidados. Nós passamos com a tia Kika os momentos mais viagem de nossa viagem: nula preocupação, muito relax, muito passeio, muita cultura e boa conversa.


Sem contar que o Nilis, seu digníssimo namorido, fez uma pizza maravilhosa pra gente e exercitou muito seu português, pra nos deixar à vontade; que comemos nosso primeiro schnitzel num restaurante da pequena cidade em que moram; e que também foi com eles que conhecemos o raklette – delícia gastronômica típica por lá.

A tia Kika nos levou pra passear na região durante todo o tempo que estávamos lá e eu pude me apaixonar mais ainda por esse casal tão fofo. Querida, não tenho palavras pra dizer o quanto vocês são especiais! ;)

Agradecimentos "de leve"
Falar tudo isso foi pouco mas, conforme eu contar tudo o que tivemos e fizemos, talvez as pessoas entendam um pouco mais o tanto que essas meninas são especiais! Foi muito bom
passar esse tempo com elas e melhor ainda foi, depois de 7 anos, nos reunirmos novamente em Munique!

Por falar em Munique, as fotos são todas da Carol, numa série intitulada
“Sua foto na Oktoberfest” (nessas fotos a gente ainda nem tava muuuito "bêbido"...) – isso é só o começo. Tem fotos e histórias demais a serem con
tadas!

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Cena de um domingo familiar

A vó liga na casa do neto de 5 anos e é ele quem atende:

- Hugo! Bom dia. Pergunte pra sua mãe se ela quer vir almoçar aqui. Hoje tem lasanha.
- Peraí que vou perguntar. Ô, mãããe!!! (gritando)
(...)
- Ela tá lavando lá fora, tá com a mão molhada. Mas ela disse que pode!

Depois, em conversa com a mãe, antes de chegar na casa da vó:
- Mãe, vou levar um convidado pra almoçar com a gente.
- É? Quem?
- O Garfield! Porque ele adora lasanha!

Não é de matar de tanto apertar?

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2.11.07

Um abraço apertado...

Aqui retorno eu ao lar Brasil!

E o que posso dizer é que estar três horas antes no aeroporto de Amsterdam, ter 12 horas de vôo, mais três horas no aeroporto (entre free-shop e comidinhas, além de resolver se ia pra casa de avião, de ônibus ou a pé) e mais 4 horas de estrada, num ônibus que parecia ter poltronas imensas para dormir (a experiência de um avião é traumatizante em termos de espaço), totalizando quase 24 horas de viagem, foi SUPER reconfortante quando vi minha mãe de olhinhos brilhando com lágrimas e quando ganhei aquele abraço tão esperado...

Meu lugar é aqui. Por mais que o mundo também sempre tenha seu lugar no meu coração.

Agora senta: porque eu vou começar a contar TUDO que vi, que vivi, que presenciei e adorei na Europa. Nossa viagem está só começando!

Que bom que é voltar a escrever!

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